Skip to content

Anapolina lança cartilha pioneira sobre letramento racial

Educadora Loide Oliveira apresenta material inédito com orientações para identificar e combater expressões racistas no cotidiano escolar


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 24/11/2025 - 19:27

Loide Oliveira Silva
Educadora anapolina Educadora anapolina lança cartilha pioneira sobre letramento racial. Foto: Reprodução/ Redes Sociaiscartilha pioneira sobre letramento racial

A educadora Loide Oliveira Silva lança nesta quinta-feira (27) a cartilha “Cores que Nos Unem – Vamos falar sobre letramento racial?” em Anápolis. O material, produzido em coautoria com a historiadora Talita Michelle de Souza, oferece orientações práticas para professores, famílias e crianças identificarem e substituírem expressões linguísticas carregadas de racismo estrutural. O evento de lançamento acontece às 19h, na Galeria Antônio Sibasolly.

A cartilha aborda o letramento racial através de marcos legais, atividades pedagógicas e explicações sobre termos que reforçam desigualdades. Com linguagem lúdica e acessível, o material analisa expressões comuns como “serviço de preto”, “cabelo ruim” e “mercado negro”, detalhando suas origens, impactos e alternativas não discriminatórias.

Segundo a autora, o letramento racial nasce de uma urgência cotidiana. “O racismo muitas vezes se manifesta nas pequenas falas, nos apelidos, nas expressões que repetimos sem perceber. Quando ensinamos as crianças a nomear isso, ensinamos também a não naturalizar a violência”, afirma Loide Oliveira.

O lançamento será acompanhado pela exposição “Cores que Nos Unem”, que apresenta ilustrações e painéis educativos inspirados nos pilares do projeto. A mostra visa aproximar as crianças de uma narrativa visual que valoriza a ancestralidade africana e estimula a reflexão sobre linguagem e respeito.

No mês da Consciência Negra, a iniciativa ganha significado ainda maior como marco na educação antirracista de Anápolis. Loide Oliveira, que também integra o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, defende que a infância é “o solo mais fértil” para construção de um futuro mais digno e igualitário através do letramento racial, especialmente neste período de reflexão sobre a representatividade e o combate ao racismo estrutural.