Skip to content

Anápolis arrecada quase meio bilhão em impostos durante 2025

Dados do Impostômetro mostram força econômica da cidade e inserção no crescimento da arrecadação em Goiás e no Brasil


Por Carlos Nathan em 05/01/2026 - 16:29

feriados anápolis impostos processo seletivo diretores Renda dívida prefeitura de anápolis migração migrantes parenses
(Foto: Carlos Nathan Sampaio)

Anápolis encerrou o ano de 2025 com uma arrecadação de R$ 455,5 milhões em impostos municipais, conforme dados do Impostômetro. O levantamento considera os valores pagos pelos contribuintes entre 1º de janeiro e 31 de dezembro e integra a base de dados da Associação Comercial de São Paulo, responsável pelo acompanhamento em tempo real da arrecadação tributária em todo o país.

O montante registrado em Anápolis é resultado, principalmente, da cobrança de tributos como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o Imposto Sobre Serviços (ISS), o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e diversas taxas municipais. O volume arrecadado evidencia a relevância econômica do município no contexto goiano, sustentada por setores como serviços, indústria e comércio, que seguem como as principais bases de geração de receitas ao longo do ano.

A arrecadação municipal de Anápolis integra o total de R$ 83,084 bilhões pagos em impostos, taxas e contribuições em Goiás em 2025. O valor representa um crescimento de 9,7% em comparação com 2024, quando o Estado havia registrado R$ 75,5 bilhões. Os dados incluem tributos direcionados às esferas federal, estadual e municipal, além de multas, juros e correções monetárias.

Leia também: Anápolis ganha protagonismo em lançamentos de carros para 2026 com produção local da CAOA Chery

Em âmbito nacional, o Impostômetro aponta que os brasileiros desembolsaram R$ 3,87 trilhões em tributos ao longo de 2025, um recorde histórico. O crescimento foi de 10,56% em relação ao ano anterior, quando o total arrecadado chegou a R$ 3,6 trilhões.

Segundo o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, o aumento da arrecadação decorre de mudanças recentes no sistema tributário, como a tributação de fundos exclusivos e offshores, alterações em incentivos fiscais estaduais, a retomada do PIS e da Cofins sobre combustíveis, além da taxação de apostas esportivas e encomendas internacionais. Também contribuíram a reoneração da folha de pagamento, o fim de benefícios fiscais para o setor de eventos e o aumento das alíquotas do ICMS e do IOF.

Apesar do crescimento expressivo, especialistas alertam que a reforma tributária aprovada pode resultar em novas elevações da carga de impostos, reforçando a necessidade de maior atenção da sociedade ao controle e à transparência dos gastos públicos.