Uma reportagem publicada pelo Diário do Centro do Mundo nesta quinta-feira (12) menciona Anápolis ao abordar novos documentos liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos dentro do conjunto de arquivos ligados ao caso do empresário Jeffrey Epstein e, entre os milhões de páginas divulgadas, aparece a citação ao nome da ativista brasileira Sabrina Bittencourt e às denúncias que ela apresentou contra João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus.
De acordo com o DCM, um e-mail datado de dezembro de 2020 menciona acusações feitas por Sabrina envolvendo suposto tráfico internacional de bebês em Goiás. O texto estabelece um paralelo entre relatos atribuídos ao médium brasileiro e investigações relacionadas ao rancho de Epstein nos Estados Unidos. A publicação ressalta que não há comprovação de ligação direta entre João de Deus e o empresário norte-americano, mas afirma que as denúncias brasileiras foram mencionadas no material analisado pelas autoridades dos EUA.
A reportagem também relembra que João de Deus foi condenado em 2023 a penas que somam centenas de anos de prisão por crimes sexuais contra dezenas de mulheres e, preso em 2018, ele deixou o regime fechado em 2020, durante a pandemia, após decisão judicial que concedeu prisão domiciliar — condição que permanece até hoje. O médium reside atualmente em Anápolis.
O texto do DCM traz ainda documentos do Ministério Público Federal que indicariam o envio de denúncias sobre tráfico de pessoas ao Ministério Público de Goiás, sem que haja registro público de denúncia criminal ou arquivamento formal relacionado a esse ponto específico.
A menção a Anápolis ocorre porque é no município que João de Deus cumpre prisão domiciliar. A nova divulgação de documentos internacionais amplia a visibilidade do caso e reforça questionamentos sobre o andamento das apurações no Brasil, especialmente no que se refere às denúncias mais graves apresentadas em 2019.











