Anápolis volta ao centro das atenções do setor automotivo brasileiro com o anúncio de que a Caoa, responsável por transformar a percepção dos carros chineses no país, trará uma nova fabricante ao mercado: a Changan. A revelação ocorreu nesta quinta-feira (20), durante o segundo dia de prévias para a imprensa do Salão do Automóvel de São Paulo, evento que abre ao público neste sábado (22). Assim como aconteceu com a Chery anos atrás — marca que a Caoa ajudou a impulsionar até torná-la uma das maiores do país — a expectativa é que a empresa repita o sucesso agora com a nova montadora.
A Changan, que já teve passagem discreta pelo Brasil sob o nome “Chana”, retorna agora com uma proposta totalmente renovada. Antes focada em vans e pequenas picapes voltadas ao trabalho, a marca passa a investir em veículos com design futurista e motorização híbrida ou totalmente elétrica, seguindo a tendência global e o caminho aberto por BYD, GAC e GWM no território brasileiro.
O ponto que reforça o impacto direto em Anápolis é que a Caoa, que concentra grande parte de sua produção nacional na fábrica instalada no município goiano, pretende montar no país alguns dos novos modelos da marca. Isso fortalece a posição da cidade como um dos principais polos industriais do setor automotivo do Brasil e pode atrair novos investimentos e oportunidades de emprego.
Os primeiros veículos apresentados pela Changan são da linha Avatr, chamados simplesmente de 11 e 12. O Avatr 11, que terá pré-venda iniciada na próxima semana, chega como um SUV elétrico de perfil cupê, com autonomia estimada em 700 km no padrão chinês — um marco importante na disputa por consumidores interessados em eletrificação avançada.
Com a chegada da nova montadora e a possibilidade de produção em Anápolis, o município se fortalece ainda mais no cenário automotivo nacional, ampliando sua relevância na introdução de tecnologias limpas e modernas. A expectativa agora se volta ao Salão do Automóvel, que apresentará oficialmente ao público as novidades e deve consolidar os planos da Caoa para os próximos anos.
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