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Bar de Goiânia onde arquiteto de Anápolis foi agredido é fechado após interdição; entenda

Favela Club teve atividades suspensas por falta de alvará e segue no centro de polêmica após denúncia de agressão envolvendo produtor cultural anapolino


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 16/07/2025 - 15:02

Arquiteto de Anápolis denuncia agressão em boate do Setor Sul, em Goiânia; imagens são fortes
A interdição ocorre quase dois meses após forte repercussão envolvendo o nome do Favela Club pela agressão ocorrida com o arquiteto e produtor cultural Wilker Godoi, de Anápolis. (Imagem: Reprodução)

O Favela Club, bar e casa noturna localizado no Setor Sul de Goiânia, anunciou nesta quarta-feira (16) a suspensão temporária de suas atividades após sofrer uma interdição por parte de órgãos estaduais. Em nota publicada nas redes sociais, a direção do estabelecimento justificou o fechamento afirmando que o imóvel onde opera, alugado via imobiliária, não possui classificação comercial, o que inviabilizou a emissão do alvará de localização e funcionamento.

A empresa declarou ainda que já vinha enfrentando fiscalizações constantes há meses, apesar de garantir que cumpria os protocolos exigidos, e afirmou que vai atuar junto a um escritório jurídico e aos representantes do imóvel para resolver as pendências legais e retomar as atividades “com a máxima brevidade possível”. Shows que estavam agendados para os dias 18 e 19 de julho foram oficialmente adiados.

A interdição ocorre quase dois meses após forte repercussão envolvendo o nome do Favela Club, que se tornou alvo de críticas e protestos após a denúncia de agressão contra o arquiteto e produtor cultural Wilker Godoi, de Anápolis. Em 1º de julho, Wilker divulgou um vídeo com ferimentos visíveis, acusando funcionários da casa e um suposto policial, parente de um colaborador, de terem participado do ataque. As imagens geraram indignação, especialmente por mostrarem pessoas no local ouvindo os relatos sem reagir ou oferecer ajuda.

A direção do bar negou que a agressão tivesse ocorrido durante o horário oficial de funcionamento e afirmou que não houve envolvimento de funcionários. No entanto, essas versões foram contestadas pela vítima e por entidades da cena cultural. A Festa Raro, evento tradicional da comunidade LGBTQIAPN+ idealizado por Wilker, publicou nota de repúdio ressaltando o simbolismo da violência, que ocorreu no primeiro dia do Mês do Orgulho. O grupo cobrou investigação rigorosa e medidas legais contra os responsáveis, reforçando a importância de ambientes inclusivos e seguros para a comunidade.

Após o incidente, o Favela Club chegou a prometer que divulgaria as imagens de segurança para esclarecer os fatos, mas voltou atrás na decisão, alimentando ainda mais o debate público sobre o caso. Em meio à investigação sobre a denúncia de agressão e agora à interdição por questões administrativas, o estabelecimento passa por um momento conturbado, com incertezas sobre quando ou como poderá retomar suas atividades. Enquanto isso, Wilker Godoi segue em recuperação, amparado por amigos e familiares, e a mobilização por justiça no caso permanece ativa nas redes sociais e na imprensa local.