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Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase

Doença tem cura com tratamento gratuito no SUS. Sintomas incluem manchas na pele com perda de sensibilidade e formigamentos


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 12/01/2026 - 14:39

Foto: Reprodução

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de casos de hanseníase, atrás apenas da Índia, segundo dados da OMS de 2024. No ano passado, foram registrados 22.129 novos diagnósticos no país, uma redução de 2,8% em relação a 2023. A campanha Janeiro Roxo busca conscientizar a população sobre a doença, combatendo o estigma histórico e destacando a importância do diagnóstico precoce para evitar sequelas neurológicas permanentes.

A dermatologista Mariana Quintino Rabelo alerta que os sintomas da hanseníase costumam ser sutis, o que atrasa a procura por ajuda. Os sinais mais comuns são manchas na pele com diminuição ou perda de sensibilidade ao toque, dor ou temperatura, além de formigamentos e fraqueza em mãos e pés. O diagnóstico precoce, geralmente feito por um dermatologista, é crucial para iniciar o tratamento com poliquimioterapia, oferecido gratuitamente pelo SUS, que tem duração de seis a doze meses e leva à cura.

A hanseníase é transmitida por contato próximo e prolongado com pessoas não tratadas, mas o risco de contágio cessa logo após o início da medicação. Por isso, não há necessidade de isolamento social. A vacina BCG, aplicada em crianças, também ajuda a prevenir formas graves da doença. A campanha Janeiro Roxo reforça que informação é a melhor arma contra o preconceito e a desinformação que ainda cercam a enfermidade.

Portanto, é fundamental ficar atento a alterações na pele e na sensibilidade e buscar avaliação médica ao primeiro sinal suspeito. Consequentemente, o diagnóstico rápido protege não apenas o paciente, mas também seus contatos, interrompendo a cadeia de transmissão. A hanseníase tem cura, e o tratamento precoce garante uma vida normal sem sequelas.

O Janeiro Roxo cumpre um papel vital em educar a sociedade e reduzir o estigma. Quanto mais a população souber sobre a doença, menor será o medo e maior a adesão aos cuidados de saúde. A hanseníase é um problema de saúde pública que pode ser controlado com informação, vigilância e acesso ao tratamento.