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Brasil já tem 55 casos de Mpox em 2026 e nova variante acende alerta global

inistério da Saúde monitora cenário com casos esporádicos; vacina segue restrita a grupos de risco e nova variante no exterior acende alerta


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 23/02/2026 - 13:15

Autoridades sanitárias mantêm monitoramento diante de nova variante identificada no exterior. Foto: Imagem criada por IA

O Brasil  já contabiliza 55 casos confirmados de mpox, nos primeiros meses de 2026, conforme dados atualizados do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Farmácia (CFF). Até o momento, não há registro de óbitos neste ano, e a maioria dos pacientes apresenta sintomas leves a moderados. O estado de São Paulo concentra a maior parcela das notificações, com 41 a 44 ocorrências, seguido pelo Rio de Janeiro, com três casos, além de registros pontuais em Minas Gerais, Distrito Federal, Rondônia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O panorama epidemiológico de 2026 representa uma redução significativa em comparação ao ano anterior, quando o país encerrou 2025 com 1.079 casos confirmados e dois óbitos. A mpox  segue baseada na detecção precoce, no isolamento dos infectados e na aplicação direcionada de vacinas aos grupos prioritários. A transmissão ocorre predominantemente por contato direto com lesões cutâneas, fluidos corporais ou secreções respiratórias de pessoas contaminadas.

A vacinação contra a mpox não é universal no país. Conforme diretrizes do Ministério da Saúde, a imunização é restrita a grupos específicos, incluindo pessoas vivendo com HIV/AIDS cuja contagem de linfócitos T CD4 seja inferior a 200 células/mm³, profissionais de laboratório que manipulam o vírus, na faixa etária de 18 a 49 anos, e indivíduos que tiveram contato direto e sem proteção com secreções de casos confirmados, na estratégia pós-exposição.

Paralelamente ao cenário doméstico, autoridades sanitárias internacionais monitoram a identificação de uma nova variante do vírus, resultante da recombinação genética entre linhagens dos clados 1 e 2, detectada no Reino Unido e na Índia. Embora ainda não haja evidências sobre maior transmissibilidade ou gravidade, a vigilância mpox no Brasil se mantém em estado de atenção, com reforço na notificação de casos suspeitos e na capacitação de profissionais de saúde para diagnóstico diferencial.

Diante de sintomas como febre, linfadenomegalia e lesões cutâneas, a orientação é buscar atendimento médico imediato, especialmente na presença de histórico de contato íntimo desprotegido. O diagnóstico é realizado por meio de teste de PCR a partir de secreções das lesões, e o isolamento deve perdurar até a completa cicatrização. A vigilância no país segue como prioridade na agenda de saúde pública, assegurando respostas rápidas e proporcionais ao comportamento da doença no território nacional.