O governador Ronaldo Caiado participou nesta quinta-feira (30), no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, de um encontro que reuniu lideranças estaduais em torno de uma pauta comum: a segurança pública. Ao lado dos governadores Cláudio Castro (RJ), Romeu Zema (MG), Jorginho Mello (SC), Eduardo Riedel (MS), Tarcísio de Freitas (SP, por videoconferência) e da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, o goiano anunciou a criação do “Consórcio da Paz”, um pacto inédito entre estados para integrar forças de segurança e inteligência no combate ao crime organizado.
A iniciativa nasce em meio às tensões provocadas pela megaoperação no Rio de Janeiro, que desde o início da semana mobiliza forças policiais contra o Comando Vermelho nos complexos da Penha e do Alemão. Caiado foi ao Rio manifestar apoio ao governo fluminense e reforçar a necessidade de uma ação conjunta entre estados para enfrentar as facções que atuam em todo o território nacional.
“O que estamos vivendo não é crime comum, é terrorismo”, afirmou o governador goiano durante o encontro. Para ele, a violência e a corrupção são os maiores desafios da gestão pública e só podem ser superados com cooperação real e autonomia dos estados. Caiado também criticou a falta de apoio do governo federal e alertou para a tentativa de concentração de poder em Brasília por meio da chamada PEC da Segurança, que, segundo ele, reduz a capacidade de reação das polícias estaduais.
O “Consórcio da Paz” pretende criar uma rede de apoio entre estados, com compartilhamento de dados, estratégias e recursos operacionais, permitindo que forças policiais possam atuar em conjunto em situações emergenciais. A proposta foi bem recebida pelos governadores presentes e deve avançar nos próximos meses com a formalização do grupo e definição de protocolos de cooperação.
Caiado ainda apresentou os resultados de Goiás como exemplo de política pública eficaz. Desde 2019, o estado registra queda contínua nos índices de criminalidade, com investimentos em inteligência policial, formação e controle do sistema prisional. “Se queres a paz, prepara-te para a guerra”, resumiu o governador, defendendo a integração das forças estaduais como resposta concreta à violência que atinge todo o país.








