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Caso Érika Machado: Polícia Civil pede quebra de sigilos

Biomédica está desaparecida desde 1º de novembro; buscas já foram esgotadas e investigação se concentra na análise de dados bancários e telefônicos


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 27/11/2025 - 07:36

biomédica desaparecida
Érika Luciana de Sousa Machado, de 47 anos, está desaparecida desde 1º de novembro, após sair para comprar ração para os cães. (Imagem: Reprodução)

A Polícia Civil de Goiás deu um novo passo nas investigações do desaparecimento da biomédica Érika Luciana de Sousa Machado, de 47 anos, desaparecida desde 1º de novembro, após sair para comprar ração para os cães. A corporação solicitou ao Tribunal de Justiça do Estado (TJ-GO) a quebra de sigilos bancário, telefônico e telemático da mulher, na tentativa de localizar o paradeiro dela e compreender os últimos movimentos antes de sumir.

Segundo a delegada adjunta da Delegacia de Corumbá de Goiás, Aline Cardoso, a medida pretende ampliar o acesso a dados que possam indicar novas linhas de investigação. A delegada afirma que ainda não há suspeitos e que não existe, até o momento, indício concreto de crime. O trabalho policial segue estruturado na análise de elementos técnicos e documentais, reunidos de forma gradativa.

A investigação passou inicialmente pela fase de coleta de depoimentos e buscas terrestres. De acordo com Cardoso, esse ciclo foi concluído, sem que fossem encontrados vestígios que apontassem para a ocorrência de homicídio, sequestro ou qualquer outra prática criminosa. Ainda assim, como Érika permanece desaparecida, a investigação avança para uma nova etapa: rastreamento de movimentações digitais e financeiras.

Com a quebra de sigilos deferida pela Justiça, instituições bancárias e provedores de internet começaram a enviar dados à Polícia Civil para cruzamento de informações. A delegada destaca que, sempre que surge um elemento novo, as equipes retornam às diligências, podendo acionar novamente a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, caso haja necessidade.

O que já se sabe sobre o caso

  • Érika desapareceu no dia 1º de novembro, após sair de Alexânia com destino a Corumbá de Goiás.
  • O objetivo da viagem era comprar ração para cães.
  • O carro da biomédica foi encontrado abandonado após atingir um meio-fio.
  • Depoimentos considerados essenciais já foram colhidos, segundo a Polícia Civil.
  • Não há suspeitos e não há confirmação de crime.
  • Buscas presenciais do Corpo de Bombeiros foram encerradas no dia 7 de novembro.

As equipes atuaram na região rural entre Alexânia e Corumbá de Goiás, incluindo áreas de mata e trechos de difícil acesso. Após semanas sem novos vestígios, a linha investigativa passou a se concentrar em dados digitais, que podem revelar movimentações, deslocamento, contatos e transações anteriores ao desaparecimento.

O que muda com a quebra de sigilos

A análise de movimentação bancária e telemática pode ajudar a responder questões fundamentais:

  • Onde Érika esteve nas horas e dias anteriores ao sumiço;
  • Se houve transações incomuns, deslocamentos ou contatos não identificados;
  • Possíveis destinos após o abandono do veículo;
  • Eventual comunicação com terceiros.

A medida também busca esclarecer uma transferência bancária feita antes do desaparecimento — já divulgada anteriormente — que levantou novas frentes de investigação.

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