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Casos de SRAG apresentam queda em todo o país, mas índices ainda preocupam

Boletim InfoGripe indica tendência de queda nos casos, mas alerta para riscos elevados em 25 estados e 20 capitais brasileiras


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 12/07/2025 - 08:00

Vacinação e medidas preventivas seguem essenciais. Foto: Agência Brasil

Os casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) começaram a dar sinais de estabilização ou queda em boa parte do Brasil, segundo o novo Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (10). A análise compreende a Semana Epidemiológica 27, entre os dias 29 de junho e 5 de julho, e destaca a redução das hospitalizações por VSR em crianças e por influenza A em idosos.

Apesar da tendência positiva, o cenário ainda inspira cuidados. A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, alertou que há estados com aumento localizado dos casos de SRAG, especialmente entre crianças pequenas. Ela reforça a necessidade de manter a vacinação atualizada e seguir com cuidados como uso de máscara e isolamento em caso de sintomas gripais, principalmente em ambientes fechados ou com aglomeração.

Atualmente, a SRAG mantém níveis elevados em 25 das 27 unidades da Federação, incluindo Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Entre os vírus identificados nas hospitalizações deste ano, 45,8% são causados pelo vírus sincicial respiratório, seguido de influenza A (26,8%) e Covid-19 (7,6%). Os casos de influenza B e rinovírus representam pequenas parcelas, mas seguem sendo monitorados.

Mesmo com a desaceleração nacional, 20 capitais ainda apresentam níveis de alerta para SRAG nas últimas semanas, como Goiânia, Manaus, Curitiba, São Paulo e Porto Alegre. A presença do vírus entre crianças e idosos justifica a manutenção da vigilância epidemiológica. Em Roraima, por exemplo, há aumento de SRAG entre crianças pequenas, enquanto em estados do Nordeste, como Paraíba e Sergipe, o crescimento se dá na população idosa.

Até agora, em 2025, foram notificados 126.828 casos de SRAG no país. Desse total, mais da metade (52,5%) tiveram resultado laboratorial positivo. A Fiocruz reforça que os dados das semanas mais recentes ainda podem sofrer alterações, devido à demora na inserção dos resultados laboratoriais no sistema. Portanto, a atenção às medidas preventivas continua sendo essencial para conter o avanço da doença.