A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) rescindiu o contrato firmado com a empresa de Matheus Henrique Aprígio Ramos, filho do contraventor Carlinhos Cachoeira, para construção de um shopping center no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia). O rompimento, oficializado na terça-feira (2) e divulgado no dia seguinte, foi justificado pela estatal com base nos princípios da eficiência e do interesse público.
Na informação, revelada por reportagem de Fabiana Pulcineli, do O Popular, e confirmada com apuração do Tribuna de Anápolis, também consta que o Ministério Público de Goiás (MP-GO) abriu investigação para apurar o processo. O promotor Fernando Krebs protocolou representação para apuração de possíveis irregularidades.
De acordo com a Codego, o distrato, assinado por toda a diretoria, visa impedir que a empresa registre em cartório a posse de duas áreas de 22 mil m² adquiridas em 2017 por R$ 53,4 mil, já quitados. O contrato de compra e venda foi formalizado apenas em abril deste ano, na atual gestão.
A estatal admitiu que havia anunciado a participação de um grupo mineiro, mas agora reconhece que não há qualquer vínculo oficial da empresa Marítima Engenharia no negócio. Até o momento, a companhia de Matheus Ramos não se manifestou publicamente.
Embora o contrato tenha sido rompido, a Codego informou que outros atos administrativos seguem válidos, como a permuta de áreas para a construção de uma delegacia. A devolução dos valores já pagos pela empresa ainda será analisada.
Segundo projeto do shopping em Anápolis divulgado anteriormente pela estatal, o local abrigaria 80 lojas, faculdade, praça de alimentação e serviços públicos. A continuidade do empreendimento, porém, depende do andamento das investigações e da comprovação da idoneidade da empresa envolvida.








