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Como o Brasil saiu do Mapa da Fome e virou exemplo na ONU

País estava entre as nações com maior número de pessoas em insegurança alimentar até 2022


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 29/07/2025 - 11:42

Durante cúpula da ONU, país destaca políticas públicas que ampliam o acesso a alimentos frescos e combatem desigualdades urbanas. Foto: Lyon Santos/MDS

Em 2022, o Brasil voltou a figurar entre os dez países com maior número de pessoas em situação de insegurança alimentar grave, segundo dados da FAO. Depois de anos fora do Mapa da Fome, o país enfrentava um cenário alarmante: milhões sem acesso regular a alimentos adequados, em meio ao agravamento da pobreza e ao enfraquecimento de políticas públicas.

Dois anos depois, o país retoma o protagonismo no combate à fome. Nesta segunda-feira (29), durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, na Etiópia, o Brasil apresentou avanços que contribuíram para sua saída do Mapa da Fome. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) detalhou iniciativas que transformam os sistemas alimentares urbanos com inclusão, sustentabilidade e foco nas populações vulneráveis.

Uma das principais ações é a Estratégia Alimenta Cidades, criada para combater os desertos alimentares nos centros urbanos e ampliar o acesso a alimentos saudáveis. A iniciativa já está na segunda fase, com expansão para 91 municípios e impacto estimado em 77 milhões de pessoas. Segundo a secretária Lilian Rahal, mais de 25 milhões de brasileiros ainda vivem em regiões onde quase não há oferta de alimentos frescos.

O plano articula políticas como agricultura urbana, apoio a cozinhas solidárias, alimentação escolar e redução do desperdício de alimentos. Além disso, o governo lançará, em outubro, o Marco de Políticas sobre Sistemas Alimentares e Clima, que integra segurança alimentar, nutrição e metas ambientais. “A transformação alimentar é também um processo político, que reconhece a alimentação como um direito humano”, disse Rahal.

As medidas reforçam o papel do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) na recuperação da soberania alimentar brasileira. Com foco em justiça social e no fortalecimento da agricultura familiar, o país alia combate à fome, geração de emprego e promoção de saúde. O Brasil saiu novamente do Mapa da Fome, e agora apresenta ao mundo um modelo de combate à desigualdade alimentar enraizado na participação social e na valorização da vida.