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Consumo em supermercados cresce 4% em julho, aponta Abras

Alta é atribuída à melhora da renda e do mercado de trabalho; queda no Bolsa Família não impactou consumo


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 22/08/2025 - 12:29

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O consumo nos lares brasileiros em supermercados cresceu 4% em julho na comparação com o mesmo mês de 2024, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado nesta quinta-feira (21), em São Paulo. O resultado reflete o impacto da melhora da renda e do mercado de trabalho.

 

Indicadores econômicos

Em relação a junho, o consumo subiu 2,4%. No acumulado de 2025 até julho, a alta foi de 2,6%. Os dados foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o vice-presidente da Abras, Márcio Milan, o crescimento interanual de 4% foi sustentado pela recuperação da renda e pela redução do desemprego, que chegou a 5,8% no trimestre encerrado em junho, o menor nível desde 2012, frente a 6,9% no mesmo período de 2024. Ele destacou ainda que, apesar das férias escolares — quando muitas famílias costumam consumir fora de casa —, a retração sazonal foi menos intensa neste ano.

 

Bolsa Família

O levantamento aponta que a diminuição no número de beneficiários do Bolsa Família não reduziu o consumo. Em julho, quase 1 milhão de famílias deixaram de receber o benefício em razão do aumento da renda. Foram destinados R$ 13,16 bilhões a 19,6 milhões de beneficiários, contra R$ 14,2 bilhões pagos a 20,83 milhões no mesmo mês de 2024. Para Milan, a queda nos repasses mostra que famílias que passaram a se sustentar apenas com o trabalho mantiveram autonomia financeira e fortaleceram o poder de compra no varejo alimentar.

 

Preços básicos

A cesta de 12 produtos básicos da Abras caiu 0,44% em julho frente a junho, passando de R$ 353,42 para R$ 351,88. Os maiores recuos foram em arroz (2,89%), feijão (2,29%), café torrado e moído (1,01%), queijo muçarela (0,91%), macarrão sêmola de espaguete (0,59%) e farinha de trigo (0,37%).

Também tiveram quedas residuais carne bovina (0,06%), farinha de mandioca (0,01%), margarina cremosa (0,06%) e leite longa vida (0,11%). Já os únicos aumentos foram registrados no açúcar refinado (0,63%) e no óleo de soja (0,46%).

Informações: Agência Brasil 

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