A capital goiana conta, desde junho, com o Centro Oncológico de Referência e Atenção (Cora), inaugurado oficialmente nesta semana. A unidade atende exclusivamente crianças e adolescentes diagnosticados com câncer e passou a integrar a rede pública de saúde de Goiás.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), o hospital já realizou cerca de 2 mil atendimentos nos primeiros três meses de funcionamento. A estrutura foi planejada para centralizar serviços de diagnóstico, tratamento e acompanhamento, reduzindo o deslocamento de pacientes que antes precisavam buscar atendimento em outras unidades.
O Cora oferece consultas ambulatoriais, quimioterapia e exames especializados. A proposta, segundo a SES, é também apoiar a integração com hospitais regionais e fortalecer a rede estadual de atenção à oncologia pediátrica.
A unidade recebeu investimento de R$ 192,7 milhões em obras e R$ 63,2 milhões em equipamentos, todos custeados pelo tesouro estadual, em um modelo de gestão compartilhada com a Fundação Pio XII, também responsável pelo Hospital de Amor, em Barretos (SP). Em pouco mais de três meses de funcionamento, o hospital já diagnosticou 119 novos casos de câncer, realizou 225 cirurgias e contabilizou 181 internações, além de mais de 1,4 mil atendimentos em consultas médicas e serviços multiprofissionais.
Apesar do início de operação, desafios permanecem. Especialistas apontam a necessidade de ampliar a cobertura para reduzir filas e melhorar a logística de acesso de famílias que vêm do interior do estado. A SES afirma que a unidade está em fase de consolidação e deverá ampliar os serviços de forma gradual.
O último levantamento nacional do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indica que Goiás registra, em média, 270 novos casos de câncer infantil por ano. Com o funcionamento do Cora, o governo estadual busca reduzir a sobrecarga em hospitais gerais e concentrar o atendimento em um espaço especializado.








