O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), tem tentando endurecer o tom contra empresas responsáveis por fios irregulares e soltos pela cidade. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (29), ele afirmou que, diante da falta de providências das concessionárias, a solução será simples: “Corta o fio que a empresa aparece para fazer do jeito certo”.
A declaração vem após a morte de João Victor Gontijo Oliveira, de apenas 10 anos, ocorrida no último dia 19 de setembro, quando o menino sofreu uma descarga elétrica ao entrar em contato com um fio de telefonia que estava energizado. O caso gerou comoção e levou ao debate e aprovação da chamada Lei João Victor, que define novas regras para o ordenamento da fiação em Anápolis.
No vídeo, Corrêa destacou que equipes da Prefeitura já estão atuando em vários bairros, inclusive no Jardim Esperança. Segundo ele, a ação já fez surgir “oito empresas querendo resolver o problema” somente em um trecho vistoriado. “Pode deixar de ser bagunça. Vai cortar tudo”, declarou o prefeito, lembrando que existem cerca de 400 empresas que utilizam a rede de postes na cidade.
Embora a lei ainda não tenha sido sancionada, a proposta aprovada por unanimidade na Câmara prevê multas, prazos para correção de irregularidades, retirada de cabos inutilizados e identificação obrigatória da fiação de internet. Além disso, determina que empresas disponibilizem telefone de contato visível em casos emergenciais.
Paralelamente, a Prefeitura decretou situação de emergência e intensificou a fiscalização com quatro equipes atuando diariamente. Já a Câmara Municipal instalou a Frente Parlamentar pela Fiação Segura, com apoio do Ministério Público, para cobrar soluções estruturais e permanentes. Para Corrêa, o recado é que: “Se a morte de uma criança não for suficiente para despertar a responsabilidade, nada mais será”.








