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Prefeito de Anápolis anuncia estudo para reavaliar corredor exclusivo de ônibus na Avenida Brasil

Márcio Corrêa disse que modelo atual é “ineficiente” e sinaliza possibilidade de liberar a via para outros veículos; população se divide sobre o futuro do corredor


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 18/10/2025 - 16:18

Prefeito de Anápolis anuncia estudo para reavaliar corredor exclusivo de ônibus na Avenida Brasil
(Foto: Reprodução)

O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), determinou a realização de um estudo técnico para reavaliar o funcionamento do corredor exclusivo de ônibus da Avenida Brasil, uma das principais vias da cidade. A decisão, anunciada nesta quinta-feira (16), abre caminho para uma possível liberação do tráfego para outros tipos de veículos, caso o estudo aponte que o modelo atual não atende mais às demandas de mobilidade urbana.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito classificou o corredor como “muito equivocado” e “ineficiente”. Segundo Corrêa, o projeto, que começou na gestão de João Gomes e foi concluído durante o governo de Roberto Naves, foi criado em um contexto urbano diferente — quando o transporte coletivo possuía mais linhas e o uso de aplicativos como Uber e 99 ainda era incipiente. “Gastaram milhões e hoje o que sobra são transtornos para motoristas e motoboys. Uma obra que não trouxe o benefício esperado precisa ser revista com coragem e bom senso”, escreveu o prefeito no Instagram, onde também perguntou aos seguidores: “E você, o que pensa sobre isso?”.

A faixa exclusiva, que recebeu investimento superior a R$ 70 milhões, tem sido alvo de críticas de motoristas e motociclistas. Com a redução das linhas de ônibus e o crescimento da frota particular, o corredor passou a ser desrespeitado com frequência, embora dirigir sobre ele configure infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e sete pontos na CNH.

Nos comentários da publicação, muitos usuários apoiaram a revisão do projeto. Parte dos internautas defendeu a extinção do corredor e o retorno das três faixas de tráfego livre, argumentando que o número de ônibus que circula pela via é baixo. Outros apontaram falhas no planejamento original, como a localização do corredor à esquerda — o lado de maior velocidade — e a falta de segurança para pedestres que precisam atravessar até os pontos no canteiro central.

Apesar das críticas, alguns moradores pediram cautela e destacaram a importância de avaliar alternativas técnicas antes de qualquer mudança. O estudo encomendado pela prefeitura deverá indicar soluções para melhorar o fluxo, reduzir acidentes e tornar o sistema de mobilidade da Avenida Brasil mais eficiente e seguro.

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