A Polícia Civil do Distrito Federal bateu à porta de suspeitos em Anápolis na manhã desta quarta-feira durante a fase final da Operação Liveness, que desarticula um núcleo interestadual envolvido em fraudes bancárias sofisticadas. O grupo é acusado de adulterar biometrias, acessar contas de clientes de forma fraudulenta e lavar grandes quantias em dinheiro usando contas de terceiros.
A ação cumpriu três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão, com operações simultâneas em Goiás — incluindo Anápolis — e no Rio de Janeiro. As investigações apontam que o esquema era bem estruturado: os criminosos usavam documentos falsos para se passar por clientes reais dentro das próprias agências e substituir a biometria registrada. Com a falsa identificação validada, tinham acesso total às contas das vítimas.
A partir daí, faziam de tudo: empréstimos, saques, pagamentos e transferências rápidas para tentar despistar as instituições financeiras. O dinheiro era pulverizado entre várias contas, muitas delas de “laranjas”, e parte dos recursos era usada para comprar carros e outros bens colocados no nome de terceiros. Uma estratégia clássica de lavar dinheiro e esconder patrimônio.
Durante a investigação, a polícia conseguiu bloquear R$ 500 mil que seriam do grupo criminoso. O valor foi sequestrado pela Justiça para impedir que voltasse a circular e para garantir eventual reparação aos prejudicados.
Nos endereços vasculhados — inclusive em Anápolis — os policiais apreenderam celulares, computadores, documentos e mídias que podem revelar mais envolvidos e identificar novas vítimas. Agora, o material segue para análise técnica da equipe especializada.
A Operação Liveness reforça que o grupo não atuava de forma isolada: aproveitava brechas em vários estados, com diferentes funções distribuídas entre os integrantes. A PCDF afirma que segue firme no combate às fraudes bancárias e aos crimes digitais, que crescem junto com o avanço da tecnologia e exigem investigação cada vez mais minuciosa.











