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Cuidados paliativos: entenda o que são e por que não se resumem ao fim da vida

Especialista desmistifica a abordagem que integra controle de sintomas, suporte emocional e dignidade para pacientes com doenças graves


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 26/02/2026 - 18:00

Cuidados paliativos vão além do fim da vida e priorizam qualidade de vida. Médica explica mitos, benefícios e a importância do cuidado interdisciplinar.

Os cuidados paliativos o que são e como atuam na prática ainda geram dúvidas e mitos na sociedade. Diferentemente do que muitos imaginam, essa abordagem não se limita ao fim da vida. Voltada a pacientes com doenças que ameaçam a continuidade da vida, ela prioriza o alívio do sofrimento e a promoção da qualidade de vida, integrando controle de sintomas físicos, suporte emocional e acolhimento familiar. No Brasil, cerca de 625 mil pessoas necessitam desse tipo de assistência, segundo o Ministério da Saúde.

A médica especialista Samanta Gaertner Mariani explica que os cuidados paliativos o que são e como funcionam envolve desfazer equívocos comuns. “Muitos acreditam que paliativos significam desistir do tratamento. Pelo contrário, eles podem e devem caminhar junto às terapias curativas, focando no alívio dos sintomas e na dignidade do paciente”, afirma. A abordagem não antecipa nem prolonga a morte, apenas garante conforto e qualidade de vida durante todo o acompanhamento.

O cuidado paliativo é interdisciplinar e envolve médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas e assistentes sociais atuando de forma integrada. Mais do que controlar sintomas, a prática apoia decisões complexas, fortalece a autonomia do paciente e garante que cada conduta esteja alinhada aos seus valores. “É assim que asseguramos a melhor qualidade de vida possível”, destaca Samanta.

Com o envelhecimento populacional e o avanço das doenças crônicas, ampliar o acesso e combater a desinformação sobre essa forma de tratamento se tornou essencial. Discutir o tema é refletir sobre o modelo de cuidado que a sociedade deseja construir: mais humano, digno e centrado na pessoa, em todas as etapas da vida.