A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025, o menor patamar desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. O número de pessoas em busca de trabalho recuou para 5,644 milhões, também o mais baixo já registrado. Paralelamente, a população ocupada atingiu um recorde de 103,2 milhões, fazendo com que o nível de ocupação chegasse a 59%, outro máximo histórico.
O mercado de trabalho também registrou avanços na qualidade das vagas. A taxa de informalidade caiu para 37,7%, com um recorde de 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada. A massa de rendimentos real habitual bateu novo recorde, atingindo R$ 363,7 bilhões, impulsionada pela alta de 1,8% no rendimento médio real, que chegou a R$ 3.574. O setor que mais contribuiu para a expansão da ocupação foi o de administração pública, defesa, educação e saúde, com alta de 492 mil vagas no trimestre.
A combinação entre recorde de ocupação, renda média em alta e informalidade em queda indica uma consolidação da recuperação do mercado de trabalho. A desocupação em nível recorde reflete a manutenção de um contingente elevado de trabalhadores, o que reduz a pressão por novas vagas. Consequentemente, a taxa composta de subutilização da força de trabalho também recuou para 13,5%, a mais baixa da série.
Este cenário positivo, no entanto, ainda convive com desafios estruturais. Apesar da queda, a informalidade segue alta, afetando 38,8 milhões de trabalhadores. Além disso, o número de trabalhadores por conta própria também alcançou um recorde (26 milhões), sinalizando a necessidade de políticas que fortaleçam a proteção social desse grupo.
Os dados da Pnad Contínua confirmam uma trajetória robusta de geração de emprego e renda em 2025. A desocupação em patamar histórico e a massa de rendimentos recorde sugerem um aquecimento sustentado do mercado interno. Manter essa trajetória dependerá do desempenho contínuo da atividade econômica e de políticas que favoreçam a formalização e a qualidade do trabalho.











