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Dor de garganta pode matar? Entenda os riscos da amigdalite e quando buscar ajuda

Morte recente de jovem em Goiânia alerta para os riscos da amigdalite não tratada, que pode evoluir para infecções mais graves e até óbito


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 14/10/2025 - 14:17

Foto: Reprodução

A morte de uma jovem de 20 anos em Goiânia, neste mês, acendeu o alerta sobre os riscos da amigdalite. O caso, divulgado pelo Portal 6, mostrou que uma simples infecção de garganta pode evoluir para complicações graves, como edema cerebral e infecção generalizada. A jovem chegou a ser atendida no Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), mas não resistiu. Segundo especialistas, a falta de diagnóstico rápido e o uso incorreto de antibióticos podem agravar o quadro.

De acordo com a otorrinolaringologista Juliana Caixeta, infecções de garganta são comuns, mas precisam de acompanhamento médico. “O que muitas pessoas não sabem é que a amigdalite pode causar complicações, como abscessos, febre reumática e até infecção nos rins. Em casos extremos, pode levar à sepse e à morte”, alerta. Ela reforça que a avaliação médica é essencial para diferenciar infecções virais das bacterianas e definir o tratamento correto.

A doença é uma das principais causas de consulta médica no país. Estima-se que represente 1,3% das consultas ambulatoriais no Brasil, segundo dados da Fundação Otorrinolaringologia de São Paulo. Em geral, a inflamação é causada por vírus, mas pode ter origem bacteriana, especialmente pelo estreptococo, um dos microrganismos mais agressivos. Os sintomas incluem dor intensa na garganta, febre, dificuldade para engolir, ínguas no pescoço e, nos casos bacterianos, pontos de pus nas amígdalas.

A especialista lembra que a automedicação é um dos principais riscos. O uso incorreto de antibióticos pode tornar as bactérias mais resistentes, dificultando o tratamento. “O ideal é procurar atendimento se a dor persistir por mais de três dias, se houver febre alta ou dificuldade para engolir. Crianças e idosos precisam de atenção redobrada”, afirma Juliana. Em alguns casos, quando há infecções recorrentes, o médico pode indicar a retirada cirúrgica das amígdalas, a chamada amigdalectomia, procedimento que tem mortalidade extremamente baixa, cerca de um caso a cada 16 mil cirurgias.

A prevenção ainda é o melhor caminho. Manter a higiene das mãos, evitar compartilhar utensílios e cobrir a boca ao tossir ou espirrar são medidas simples, mas eficazes. Além disso, manter a imunidade fortalecida com boa alimentação e hidratação ajuda o corpo a combater vírus e bactérias. “A infecção pode parecer simples, mas merece atenção. Dor de garganta persistente nunca deve ser ignorada”, reforça a médica.