A empresa Ouro Verde formalizou pedido de encerramento do lixão Padre Bernardo à Secretaria de Meio Ambiente (Semad). O local foi palco de três desmoronamentos de resíduos em 2025: o primeiro em 18 de junho, e outros dois em novembro. Embora a solicitação tenha sido feita agora, o lixão não recebe novos resíduos desde 19 de junho do ano passado. A Semad condicionou a tramitação do pedido à apresentação de um Plano de Descomissionamento com diagnóstico ambiental e cronograma de recuperação.
Nos últimos meses, a fiscalização da Semad tem atuado para conter danos ambientais. As lagoas de chorume, que estavam cheias, receberam uma sexta unidade construída por exigência do órgão. Atualmente, as lagoas 2 e 4 operam com volume inferior a 50% da capacidade, e a lagoa 5 permanece próxima do limite. Indícios de extravasamento na caixa coletora e processos erosivos foram sanados. Para que o pedido de encerramento do lixão Padre Bernardo seja analisado, a Semad exige da Ouro Verde um Plano de Descomissionamento com Anotação de Responsabilidade Técnica. O documento deverá incluir diagnóstico atualizado da área, ações de contenção e remoção de resíduos que atingiram o córrego Santa Bárbara, remediação das áreas impactadas e programas contínuos de monitoramento do solo e dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos.
Desde os desmoronamentos, o local permanece sob fiscalização periódica da Semad. As lagoas de chorume, que apresentaram risco de extravasamento, tiveram uma nova unidade construída e atualmente cinco delas operam com níveis controlados. Ainda assim, segue em vigor a portaria que proíbe o uso da água do córrego Santa Bárbara para irrigação e dessedentação animal, cabendo à Ouro Verde custear o abastecimento alternativo dos moradores afetados. Estudos sobre contaminação por metais pesados prosseguem em análise.
O primeiro desmoronamento ocorreu em 18 de junho de 2025, seguido por novos episódios em novembro do mesmo ano. Nos incidentes de junho e novembro, os resíduos atingiram a grota do córrego Santa Bárbara. Após o último deslizamento, equipes realizaram a remoção do material com auxílio de escavadeiras hidráulicas, encaminhando os detritos para o aterro sanitário. A Semad mantém o entendimento de que a suspensão do uso da água do córrego não pode ser revista, pois as chuvas podem carrear resíduos remanescentes e perpetuar a contaminação do leito.








