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Empresário é suspeito de filmar funcionárias trocando de roupa

A Polícia Civil conduziu o homem à delegacia para prestar esclarecimentos; apesar das imagens, empresa nega que local seja vestiário


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 13/11/2025 - 07:37

A Polícia Civil apura quais seriam as circunstâncias para a instalação das câmeras, a finalidade das gravações e quem teria acesso às imagens. (Imagem: Polícia Civil)

A Polícia Civil conduziu à delegacia o proprietário de uma empresa de Bela Vista de Goiás após uma denúncia anônima apontar que câmeras estariam instaladas em um local utilizado por funcionárias para trocar de roupa. Segundo a delegacia da cidade, a denúncia relatava que o equipamento ficava no espaço onde as trabalhadoras se vestiam e que várias pessoas teriam acesso às imagens captadas.

Após receber a denúncia, os policiais foram até o estabelecimento para verificar a situação. No local, conforme a corporação, os agentes encontraram câmeras em pleno funcionamento e direcionadas exatamente para a área onde as funcionárias realizavam a troca de roupas. Diante da constatação, o empresário foi conduzido à delegacia e autuado pela prática do crime correspondente. O caso segue em investigação.

A polícia não informou a quantidade de funcionárias envolvidas, a origem da denúncia ou se outros equipamentos foram apreendidos. Também não detalhou se havia registros anteriores relacionados ao mesmo local.

Empresa nega irregularidades e diz que local não era vestiário

Após a repercussão do caso, a empresa “Kero Frango” divulgou uma nota nas redes sociais afirmando que as informações que circulam nas redes sociais são “inverídicas”. Segundo o posicionamento, o ambiente onde a câmera foi encontrada não seria um vestiário, mas sim um “guarda-volume destinado exclusivamente ao armazenamento de pertences pessoais”.

A nota também afirma que algumas colaboradoras já haviam sido advertidas anteriormente por utilizarem o espaço de forma considerada inadequada pela administração. A empresa declarou ainda que as imagens relacionadas ao fato não foram divulgadas por ela.

No comunicado, a direção reforça compromisso com “transparência, ética e respeito à privacidade de todos os colaboradores”, além da observância à legislação vigente e às normas internas da organização.

A Polícia Civil segue apurando o caso para esclarecer as circunstâncias da instalação das câmeras, a finalidade das gravações e quem teria acesso às imagens. O proprietário permanece à disposição da Justiça, e novas diligências devem ser realizadas nos próximos dias.