Skip to content

Estudantes de Anápolis são premiados por criar smartwatch sustentável para neurodivergentes

Eles desenvolveram o Sentipulso, um smartwatch sustentável pensado para auxiliar estudantes neurodivergentes no controle emocional durante as atividades escolares


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 29/09/2025 - 09:18

estudantes Anápolis
Alunos de escola pública de Anápolis transformam desafio real em inovação e conquistam prêmio de mostra em Porto Alegre. (Imagem: SEDUC)

Alunos do Cepi Dr. Mauá Cavalcante Sávio, em Anápolis, mostraram que criatividade, empatia e inovação podem transformar realidades dentro da escola. Eles desenvolveram o Sentipulso, um smartwatch sustentável pensado para auxiliar estudantes neurodivergentes no controle emocional durante as atividades escolares. A iniciativa rendeu aos jovens o 1º lugar na categoria Referência, área de Engenharias, na 9ª Mostra de Ciência, Inovação, Tecnologia, Empreendedorismo e Cultura (Moscitec), realizada em Porto Alegre (RS).

O projeto foi criado por Ana Gabrielly Pereira, Pedro Augusto Yoshihara e Anna Beatriz Souza, alunos do curso técnico em marketing oferecido pelo programa Profissionaliza Goiás, fruto de parceria entre a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e o Senac Anápolis. A proposta foi desenvolvida sob a supervisão dos professores Kesia Cruz e Túlio Vadeley Silva.

O Sentipulso funciona identificando estados emocionais dos estudantes e, por meio de alertas visuais e vibração, auxilia na autorregulação. O protótipo também carrega uma importante marca de sustentabilidade: foi produzido com sucata eletrônica, placas solares reaproveitadas de calculadoras antigas e componentes acessíveis como o Arduino Uno.

Além da vitória nacional, os jovens conquistaram credenciais para participar de uma feira internacional e ficaram entre os nove projetos finalistas do Desafio Learning Sectors, ampliando ainda mais a visibilidade da iniciativa.

Para a professora Kesia Cruz, o projeto reforça o protagonismo estudantil: “Os alunos aprendem resolvendo problemas reais, conectando teoria e prática. No Sentipulso, eles planejaram, testaram, ouviram o público-alvo e aprimoraram a solução. O protagonismo é deles”, destacou.

Já a estudante Ana Gabrielly celebrou o reconhecimento e destacou o caráter humano da invenção: “O Sentipulso nasceu do encontro entre sustentabilidade, afeto e inteligência artificial. Foi mais do que tecnologia, buscamos conectar vidas e abrir caminhos para que a escola seja sempre um espaço humano e acessível”.

A conquista em Porto Alegre coloca Anápolis em evidência no cenário nacional de inovação e mostra como a educação pode ser ferramenta de transformação social quando une tecnologia, empatia e sustentabilidade!