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Estudo aponta Anápolis e mais de 20 cidades de Goiás em áreas de risco para desastres durante período de chuvas

Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis aparecem em classificação de risco triplo para deslizamentos, enxurradas e inundações


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 28/12/2025 - 14:49

Estudo aponta Anápolis e mais de 20 cidades de Goiás em áreas de risco para desastres durante período de chuvas
(Foto: Reprodução)

Um levantamento nacional coordenado pela Casa Civil da Presidência da República, em parceria com o Ministério das Cidades, identificou Anápolis e 23 municípios de Goiás como áreas suscetíveis a desastres naturais associados ao período de chuvas. Entre eles estão as três maiores cidades do estado: Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis.

De acordo com o estudo, os municípios foram classificados conforme a exposição a deslizamentos de terra, enxurradas e inundações, eventos que tendem a se intensificar durante episódios de chuva forte. As três maiores cidades goianas foram enquadradas na categoria de risco triplo, o que indica vulnerabilidade simultânea aos três tipos de ocorrência.

O mapeamento identificou 4.260 áreas de risco em Goiânia, o maior número do estado. Na sequência aparecem Senador Canedo, com 744 pontos vulneráveis, Aparecida de Goiânia, com 737, e Anápolis, onde foram registrados 393 locais classificados como áreas de risco. Segundo os responsáveis pelo estudo, a identificação leva em conta critérios técnicos como relevo, ocupação urbana, histórico de ocorrências e infraestrutura de drenagem.

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Além das grandes cidades, o levantamento inclui municípios como Senador Canedo, Luziânia, Formosa, Itumbiara, Caldas Novas, Novo Gama, Cidade de Goiás, Uruaçu, Alexânia, entre outros, distribuídos por diferentes regiões do estado. No cenário nacional, o estudo aponta 1.942 municípios brasileiros vulneráveis a eventos extremos ligados às chuvas.

Os dados refletem situações já observadas recentemente em Goiás. No início de dezembro, fortes chuvas provocaram alagamentos em diversos pontos de Goiânia, inclusive na Marginal Botafogo, onde motoristas ficaram ilhados. Em Anápolis, temporais registrados pelo Cimehgo também causaram transtornos em curto intervalo de tempo.

Especialistas apontam que fatores como crescimento urbano acelerado, ocupação de áreas de várzea e encostas e a impermeabilização do solo ampliam os riscos. A recomendação é que moradores de áreas mapeadas acompanhem os alertas da Defesa Civil e adotem medidas preventivas durante o período chuvoso.