Uma notícia falsa está circulando nas redes sociais afirmando que a suposta influencer ou assessora de Donald Trump, identificada como Tasha Padonna, teria declarado que “Trump vai autorizar” a captura do ministro Alexandre de Moraes, no contexto de um suposto pedido de prisão enviado à Casa Branca. O conteúdo viralizado pelo perfil chamado Bahia Feed apresenta essa alegação alarmista, mencionando um pedido de “captura” do ministro brasileiro diretamente aos Estados Unidos. No entanto, não há qualquer evidência da existência dessa pessoa com esse nome, nem de ligação com Donald Trump, seja como assessora ou influenciadora.
O Tribuna de Anápolis fez buscas exaustivas por “Tasha Padanno”, “Tasha Padonna”, “Tasha Padonna Trump” e variações com grafias similares, tanto em veículos jornalísticos como em redes sociais verificadas, e não foi encontrado registro confiável que comprove a existência ou publicização dessa pessoa em qualquer contexto real ou relacionado ao ex-presidente Trump. A única menção relevante aparece em posts não oficiais e disseminados por redes sociais como a publicação no Instagram do perfil Bahia Feed, que afirma: “A influencer Tasha Padonna soltou: ‘Trump vai autorizar!’ e o assunto já está viralizando nas redes”.
O perfil Bahia Feed, pouco conhecido e com atividade limitada, tem realizado postagens sensacionalistas e sem base jornalística clara. Não há registro de credibilidade ou histórico editorial consistente. Até o momento, não há declarações públicas, entrevistas ou aparições verificáveis de qualquer indivíduo com esse nome em veículos reconhecidos, nem em relações oficiais com Trump ou qualquer governo estrangeiro. A suspeita é de que seja um perfil ironizando a situação. Além disso, a imagem divulgada, aparentemente, também parece fake, produzida por inteligência artificial sobre uma fotografia do senador pelo Espírito Santo Magno Malta, do PL.
O suposto cenário de interferência dos Estados Unidos no sistema judiciário brasileiro, especialmente no âmbito de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), agrava o caráter conspiratório da fake news. O caso alimenta teorias infundadas de crise institucional, mas não encontra suporte em fontes confiáveis nem em documentos públicos.
Portanto, esta notícia se configura como desinformação, usando um nome fictício e fabricando uma narrativa de envolvimento internacional inexistente. Aconselha-se cautela: antes de compartilhar conteúdos virais que acusam autoridades de envolvimento externo em questões jurídicas, é fundamental buscar confirmação em fontes oficiais ou depoimentos verificados.











