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Família de goiana assassinada na Argentina enfrenta burocracia para repatriar corpo

Maria Vilma, de 69 anos, foi morta a socos enquanto visitava a filha em Buenos Aires; corpo aguarda liberação há 5 dias


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 10/11/2025 - 17:30

Família de aposentada do TJ-GO assassinada na Argentina luta para repatriar corpo e realizar velório em Goiânia. Foto: Reprodução/redes sociais

A família de Maria Vilma das Dores Cascalho, 69 anos, enfrenta uma corrida contra o tempo e a burocracia para trazer de volta ao Brasil o corpo da aposentada goiana assassinada em Buenos Aires na última quarta-feira, 05. A idosa, que era aposentada do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), foi vítima de um ataque violento quando visitava a filha, Carolina Bizinoto, que estuda medicina na Argentina.

O crime aconteceu quando um homem com problemas mentais agrediu Maria Vilma, fazendo com que ela caísse e batesse a cabeça no chão. A aposentada sofreu um traumatismo craniano grave e, apesar dos socorros, não resistiu aos ferimentos, morrendo no dia seguinte.

Enquanto tenta lidar com a dor da perda, a família se depara com obstáculos na Argentina. A sobrinha da vítima, Paula Cascalho Lima, que é advogada, viajou para Buenos Aires para ajudar nos trâmites, mas encontrou resistência “Até agora não realizaram a autópsia. Já fomos ao IML, na delegacia… Os policiais fazem cara feia e não querem responder direito. É um jogo de empurra entre as autoridades, e ninguém assume a responsabilidade”, relata a sobrinha da vítima.

A filha de Maria Vilma usou as redes sociais para expressar sua dor. “Oi mãe, não consigo colocar em palavras o que aconteceu. Só consigo sentir uma dor que dilacera, que me corrói por dentro. Jamais imaginei que meu sonho [de estudar medicina] lhe custaria a vida”, escreveu Carolina.

A família iniciou uma vaquinha para arcar com as despesas de repatriação, mas ressalta que o objetivo não é financeiro. Eles buscam, acima de tudo, a oportunidade de velar Maria Vilma em Goiânia, conforme seu desejo. O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Goiás (Sindjustiça) emitiu nota de solidariedade, destacando a “complexidade dos trâmites consulares e legais” que dificultam o momento de despedida.

O Tribuna de Anápolis solicitou posicionamento ao Itamaraty sobre as medidas adotadas para agilizar a repatriação e aguarda retorno.