Aumento feminicídios em Goiás chegou a 6% em 2025, com 59 casos registrados, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O número representa uma escalada de quase 64% em relação a 2018 e acende alerta máximo para a violência contra a mulher no estado. Em nível nacional, o país contabilizou 1.492 feminicídios em 2024, média de quatro mortes por dia. Em Goiânia, as denúncias de violência cresceram 38% na Ouvidoria da Mulher da Câmara Municipal.
O perfil da violência escancara falhas nas estruturas de proteção. Segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira pelo Fórum, 13,1% das vítimas de feminicídio no Brasil tinham medida protetiva quando foram mortas, evidenciando a necessidade de uma rede mais estruturada. A pesquisa mostra que 97,3% dos autores são homens, sendo 59,4% companheiros e 21,3% ex-companheiros. Metade das vítimas tinha entre 30 e 49 anos e 62,6% eram negras. O aumento nos feminicídios em Goiás reforça a urgência de ações efetivas.
Em resposta, os Três Poderes assinaram em fevereiro o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio (Todos por Todas), unindo Executivo, Legislativo e Judiciário no enfrentamento à violência. O presidente Lula destacou a importância da união da sociedade: “Pela primeira vez, os homens estão assumindo responsabilidade pela luta em defesa da mulher”. A iniciativa busca fortalecer a aplicação das leis e estruturar a rede de proteção.
Em sintonia com o pacto nacional, o Março das Mulheres em Goiás traz programação extensa que une formação, acolhimento e atos de rua. O ponto alto será o Ato Unificado 8M, no domingo (8), às 9h, na Praça do Trabalhador, em Goiânia, com Tenda Lilás para acolhimento infantil. A agenda inclui atividades em Iporá, Aparecida de Goiânia, Aragarças e Jataí, onde ocorre a “Marcha Fúnebre das Mulheres”. A programação completa está no Instagram @8mgoias.








