Skip to content

Festival do Cerrado 2025 reúne ciência, cultura e tradições em Pirenópolis

Evento celebra o Dia Nacional do Cerrado com debates, oficinas, apresentações culturais e participação de povos tradicionais


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 29/08/2025 - 07:52

Festival do Cerrado 2025 reúne ciência, cultura e tradições em Pirenópolis
A programação inclui apresentações de trabalhos acadêmicos em três eixos temáticos: dinâmicas territoriais e relações de poder; sociedade, saberes e natureza; e patrimônio e expressões culturais. (Foto: Carlos Nathan Sampaio)

Entre os dias 3 e 5 de setembro, Pirenópolis será palco da segunda edição do Festival do Cerrado, uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado (TECCER) da Universidade Estadual de Goiás (UEG). O evento, realizado em alusão ao Dia Nacional do Cerrado, comemorado em 11 de setembro, propõe não apenas reflexões acadêmicas, mas também momentos de integração cultural, resistência, afirmação de identidades e valorização dos saberes tradicionais.

A abertura contará com café de integração, apresentações culturais e a cerimônia oficial, seguida da palestra inaugural “Águas, Culturas e Saberes do Cerrado”, ministrada por Eguimar Felício Chaveiro e Poliene Soares dos Santos Bicalho. A pesquisadora Poliene, que coordena o Festival, destaca que o encontro é financiado pela CAPES, por meio do edital de fomento PAEP 2025, e reunirá pesquisadores de instituições como UFMG, UNESP, UFMT, UFT e UnB.

A programação inclui apresentações de trabalhos acadêmicos em três eixos temáticos: dinâmicas territoriais e relações de poder; sociedade, saberes e natureza; e patrimônio e expressões culturais. Também estão previstos lançamentos de livros, mesas-redondas sobre conservação, educação científica e geopatrimônio, além de oficinas práticas envolvendo grafismos indígenas, uso de plantas do Cerrado em cosméticos e artesanato regional.

No segundo dia, o destaque é a palestra “Cerrado – Medicina Popular, Saberes e Etnofarmacologia”, ministrada por Josana de Castro Peixoto e Joelma Abadia Marciano. A agenda também trará rodas de conversa sobre religiosidade, patrimônio cultural e cooperação acadêmica, além de apresentações culturais noturnas.

O encerramento, em 5 de setembro, será marcado por debates sobre impactos ambientais, a integração entre Cerrado e Pantanal e uma mesa dedicada às “Mulheres Cerradeiras”, com participação de camponesas, indígenas e quilombolas. A gastronomia local também terá espaço com oficinas de galinhada goiana, quitandas típicas e compostagem doméstica.

Segundo a organização, o Festival consolida-se como um espaço de encontro entre ciência, cultura e comunidades, reforçando a urgência de preservar o segundo maior bioma do Brasil e de manter vivas as tradições que o tornam singular.

Leia também: Canto da Primavera também terá festival gastronômico e abre inscrições para fornecedores em Pirenópolis