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Goiás amplia vacinação de gestantes contra vírus que causa bronquiolite em bebês

Parceria com associações médicas busca aumentar a adesão à imunização, que protege os bebês contra formas graves da doença nos primeiros seis meses de vida


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 12/12/2025 - 22:04

Vacina está disponível a partir da 28ª semana. Foto: SES

A Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES) intensificou uma mobilização crucial junto à comunidade médica para ampliar a vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório (VSR). A estratégia tem um objetivo claro: proteger os recém-nascidos das formas graves de bronquiolite, principal causa de hospitalização por infecções respiratórias em bebês. Para isso, a subsecretária de Vigilância em Saúde, Flúvia Amorim, reuniu-se com lideranças da Associação Médica de Goiás e da Sociedade Goiana de Ginecologia e Obstetrícia.

Durante o encontro, as entidades médicas reconheceram a urgência da campanha e se comprometeram a atuar como divulgadoras. Consequentemente, vão reforçar a comunicação entre os profissionais da rede pública e privada, orientando-os a informar e incentivar as futuras mães sobre a importância da imunização. Flúvia Amorim destacou a parceria: “Estamos pedindo esse apoio para comunidade médica… Dessa forma podemos orientar, tirar dúvidas e ampliar a confiança na vacinação”.

Operacionalmente, a vacina está disponível de forma contínua em mais de mil salas de vacinação do estado. A gerente de Imunização da SES, Joice Dorneles, explicou que o esquema é destinado a gestantes a partir da 28ª semana, estendendo-se até 15 dias antes do parto. Este período é cientificamente comprovado como o mais eficaz para a transferência de anticorpos ao bebê, garantindo proteção contra o VSR por até seis meses após o nascimento.

O VSR é um agente de alto impacto, responsável por cerca de 75% dos casos virais de bronquiolite e 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos durante sua sazonalidade. Portanto, a vacinação de gestantes surge como uma ferramenta poderosa de saúde pública, capaz de reduzir significativamente internações e complicações respiratórias de longo prazo nos lactentes. Com cerca de 91 mil gestantes no estado, a iniciativa visa transformar a rotina pré-natal em uma oportunidade definitiva de prevenção.