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Goiás lança projeto pioneiro no país para identificar bebês com biometria

Iniciativa promete zerar trocas de recém-nascidos e reforçar a segurança nas unidades de saúde goianas


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 11/10/2025 - 07:49

O projeto piloto foi implantado no Hospital Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em Goiânia.

O governador Ronaldo Caiado lançou, nesta sexta-feira (10), o Projeto Identificação Neonatal Goiás, uma iniciativa inédita no Brasil que garante a identificação civil e por biometria dos recém-nascidos ainda dentro das maternidades. A ação é fruto de uma parceria entre a Polícia Civil de Goiás e a Secretaria de Estado da Saúde (SES), e tem como meta eliminar completamente o risco de trocas de bebês no estado.

O sistema utiliza tecnologia de ponta que vincula a biometria do bebê à da mãe, criando um registro seguro e preciso logo após o nascimento, ainda no centro cirúrgico. “Estamos dando uma garantia absoluta às famílias. Essa identificação tem 100% de precisão e elimina qualquer dúvida sobre a origem da criança. Isso é tranquilidade para todos”, afirmou Caiado durante o lançamento.

O governador destacou que o cuidado com a vida deve ser uma prioridade do Estado. “Esse sentimento de segurança dentro da maternidade é o que toda mãe merece. Estamos transformando o direito constitucional à proteção da criança em uma prática real e eficaz”, disse.

A primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, classificou o projeto como um marco histórico. “É um avanço que une tecnologia, sensibilidade e eficiência. Pela primeira vez, bebês brasileiros serão identificados biometricamente no momento do nascimento, dentro das maternidades. Isso é modernidade, segurança e garantia de direitos desde o primeiro dia de vida”, afirmou.

De acordo com o secretário estadual da Saúde, Rasível Reis, o sistema reduz a possibilidade de trocas a praticamente zero. “A criança já sai do hospital com o registro nacional de identificação sendo confeccionado. É um grande passo em dignidade e cidadania”, pontuou.

O projeto piloto foi implantado no Hospital Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em Goiânia. Nesta primeira fase, dez maternidades estaduais receberão salas equipadas para o procedimento. As unidades que aderirem integralmente ao protocolo receberão o Selo Maternidade Segura, que reconhece o compromisso com a proteção infantil e a qualidade no atendimento.

Para o delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, o projeto representa um marco de inovação e segurança. Já o responsável técnico, Dr. Webert dos Santos, ressaltou o caráter constitucional da iniciativa: “Transformamos o direito à identidade em um ato de proteção e cidadania”.