O novo boletim InfoGripe da Fiocruz acendeu o alerta para o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em Goiás. O estado está entre as dez unidades federativas com crescimento moderado a alto da doença, especialmente entre crianças e adolescentes de até 14 anos. Os dados são referentes à Semana Epidemiológica 10, de 2 a 8 de março, e mostram que o vírus sincicial respiratório (VSR) é o principal agente em crianças de até dois anos, enquanto o rinovírus predomina nas demais faixas etárias.
A situação preocupa autoridades de saúde, já que Goiás também aparece na lista das capitais com alerta de incidência elevada de SRAG. Em Goiânia, o cenário segue semelhante ao de outras capitais do Norte e Centro-Oeste, como Palmas, Brasília e Cuiabá. A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, reforça que medidas simples podem reduzir o risco de contaminação. “O uso de máscara em locais fechados e a vacinação são fundamentais para evitar hospitalizações e óbitos por Covid-19 e outras doenças respiratórias”, orienta.
Além de Goiás, estados como Pará, Roraima, Tocantins e Mato Grosso do Sul também registraram crescimento de casos. O boletim destaca que, embora a incidência entre idosos seja moderada, o risco permanece devido à circulação da Covid-19. Por isso, grupos de risco devem manter o esquema vacinal atualizado. “Idosos e pessoas imunocomprometidas precisam se vacinar a cada seis meses, enquanto os demais grupos prioritários devem atualizar a dose uma vez por ano”, explica Portella.
O levantamento mostra ainda que, no cenário nacional, 10 estados e 12 capitais estão em nível de alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave. O aumento recente é puxado pelo avanço entre crianças e adolescentes. No país, os vírus mais detectados nas últimas quatro semanas foram o VSR (26,6%), rinovírus (32,2%) e Sars-CoV-2 (32,1%), o que reforça a necessidade de atenção às doenças respiratórias neste período.
Com a chegada do período de maior circulação viral, a Fiocruz recomenda intensificar medidas de prevenção, como higiene das mãos, ventilação dos ambientes e acompanhamento médico em casos de sintomas persistentes. Em Goiás, o monitoramento segue ativo, e a Secretaria de Saúde mantém ações de vigilância e campanhas de conscientização para reduzir o impacto da SRAG entre a população.








