Uma mulher surda e muda procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mullher (Deam) de Anápolis para denunciar uma tentativa de asfixia cometida pelo seu ex-companheiro dentro da residência onde conviviam desde a separação — que aconteceu em outubro de 2023. Apesar de não estarem mais casados, os dois haviam mantido a vida em comum até o homem cometer o crime desta quarta-feira (03).
O desentendimento começou assim que a vítima chegou em casa e pediu ao ex-companheiro que deixasse o imóvel. Ele se recusou e, em seguida, iniciou agressão física ao prendê-la pelo pescoço, tentando asfixiá-la. A mulher conseguiu se desvencilhar e teria ido para o quarto. Enquanto ela se trocava, o homem a filmou nua e enviou o vídeo à filha.
A vítima tentou tomar o telefone para apagar o material, mas não conseguiu. Em depoimento, ela destacou que apenas seu filho se comunica com ela, e agora teme por sua segurança.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Mulheres vítimas de violência
Desde a reabertura em fevereiro de 2025, o CRAM (Centro de Referência de Atendimento à Mulher) em Anápolis já realizou mais de 150 atendimentos a mulheres vítimas de violência. Essa estatística evidencia a urgência em fortalecer a rede de acolhimento e proteção às vítimas, além de intensificar políticas preventivas.
No cenário estadual, a Secretaria de Segurança Pública de Goiás registrou em 2024 mais de 22 mil ocorrências de violência contra a mulher, incluindo ameaças, agressões e feminicídios — números que ainda permanecem em patamar elevado em 2025.
A DEAM reforça que mulheres em situação de risco podem procurar a delegacia ou acionar o 190 (Polícia Militar) em emergências. O município também oferece atendimento especializado por meio do CRAM, que disponibiliza apoio jurídico, psicológico e social.








