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Implanon chega ao SUS com 100 mil unidades já entregues

Novo método contraceptivo subdérmico será distribuído a partir de outubro e poderá beneficiar mulheres em situação de maior vulnerabilidade


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 26/09/2025 - 13:21

Método contraceptivo dura até três anos e deve alcançar 1,8 milhão de mulheres até 2026. Foto: Ministério da Saúde

O Implanon já está no Brasil e começa a ser incorporado à rede pública de saúde. O Ministério da Saúde recebeu nesta sexta-feira (19) as primeiras 100 mil unidades do implante subdérmico contraceptivo, junto com 100 kits de treinamento para profissionais que farão a inserção do dispositivo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O implante é considerado um dos métodos mais eficazes para prevenir gravidez não planejada. Com duração de até três anos, o dispositivo garante praticidade às mulheres, sem a necessidade de uso diário ou mensal, como ocorre com anticoncepcionais orais ou injetáveis. A previsão é distribuir 1,8 milhão de unidades até 2026, sendo 500 mil ainda em 2025.

Segundo o Ministério da Saúde, a prioridade na entrega será para estados e municípios com maior índice de vulnerabilidade e de gravidez na adolescência. A distribuição nacional está prevista para começar em outubro, após a chegada dos lotes aos estoques oficiais.

Além da distribuição, haverá capacitação de profissionais em todo o país. Entre outubro e dezembro, ocorrerão oficinas de qualificação para ensinar a inserção do implante e orientar gestores sobre a implementação do método nos serviços de saúde. Os kits de treinamento já foram enviados para apoiar as equipes nesse processo.

O Implanon soma-se ao DIU de cobre na categoria dos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARC), considerados altamente eficazes e seguros. Além dele, o SUS oferece métodos como preservativos, anticoncepcionais orais e injetáveis, laqueadura e vasectomia. No entanto, apenas os preservativos garantem também a prevenção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

*Com informações do Ministério da Saúde.