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Infectologista alerta para doenças transmitidas pelo beijo no Carnaval

Contato bucal e sexo oral podem transmitir ISTs e verminoses; especialista orienta foliões a redobrarem cuidados durante a festa


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 17/02/2026 - 08:00

Foto: Reprodução

O Carnaval é sinônimo de alegria e encontros, mas também exige atenção redobrada com as doenças transmitidas pelo beijo. A infectologista Juliana Caetano Barreto, do Órion Complex, alerta que muitas infecções são transmitidas pelo contato bucal, como a mononucleose (conhecida como “doença do beijo”), causada pelo vírus Epstein-Barr. “Ela provoca aumento dos gânglios, fadiga extrema e mal-estar. O ideal é evitar beijar pessoas com lesões na boca”, orienta.

Além da mononucleose, outras doenças transmitidas pelo beijo incluem herpes, HPV e até verminoses, que podem ser transmitidas pelo sexo oral sem proteção. A médica destaca que práticas como o “beijo grego” ou o sexo oral desprotegido aumentam o risco de contágio por ISTs como gonorreia, sífilis e HIV. “O uso do preservativo ainda é a melhor forma de prevenção”, reforça.

Para curtir a folia sem preocupações, a especialista lista cinco dicas essenciais: usar preservativo em todas as relações, observar possíveis lesões no parceiro, ficar atento a sintomas como infecção urinária após o Carnaval, manter a higiene em dia e, acima de tudo, prevenir. “O Carnaval pode trazer consequências para a vida toda. Aproveite com responsabilidade”, alerta. Além disso, hospitais e UPAs estão preparados para atender casos de infecções agudas. Não ignore sinais como feridas, ínguas ou febre persistente. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais eficaz é o tratamento e menores são as chances de complicações. A prevenção é o melhor caminho, mas o cuidado rápido faz toda a diferença quando a prevenção falha.

As doenças transmitidas pelo beijo em folias como o Carnaval podem ser evitadas com cuidados simples, mas que fazem toda a diferença. A conscientização sobre os riscos e a adoção de medidas preventivas garantem que a única lembrança do Carnaval seja a diversão, e não problemas de saúde a longo prazo.