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Inscrições abertas para prefeituras no programa Alimenta Cidades

Iniciativa oferece mapeamento territorial, mentorias e apoio à captação de recursos para garantir acesso a alimentos saudáveis em áreas periféricas


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 21/01/2026 - 13:06

Foto: Secom/PR

Governo federal abriu o prazo para que prefeituras de todo o país manifestem interesse em aderir ao programa Alimenta Cidades +1000, uma estratégia do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social para ampliar a proteção alimentar em áreas urbanas. As inscrições seguem até 31 de janeiro, e a meta é incluir até mil municípios no novo ciclo da política pública, que busca combater os “desertos alimentares” – locais com escassez de comida fresca e predominância de ultraprocessados.

Atualmente, 102 cidades já fazem parte da iniciativa. Os municípios que aderirem receberão apoio técnico para mapear sua agenda alimentar urbana e construir rotas de implementação de sistemas alimentares sustentáveis, considerando as demandas locais. O programa oferece ainda mentorias especializadas, produção de conhecimento, intercâmbio de experiências e apoio à captação de recursos para ações estruturantes.

A prioridade de vagas será dada aos municípios participantes do Protocolo Brasil Sem Fome e às cidades das regiões Norte e Nordeste. A adesão é feita por meio de um formulário eletrônico disponível na Plataforma Alimenta Cidades. A estratégia, instituída por decreto em 2023, fortalece capacidades institucionais e promove soluções integradas para os desafios da fome nas periferias urbanas.

O Alimenta Cidades +1000 representa um avanço na política nacional de segurança alimentar. Ao envolver as prefeituras, o governo busca descentralizar ações e adaptar intervenções à realidade de cada território. O objetivo final é garantir o acesso regular a alimentos saudáveis para populações em situação de vulnerabilidade.

A adesão das prefeituras é um passo crucial para transformar a realidade nutricional das cidades. Com planejamento e recursos adequados, é possível criar circuitos curtos de produção e distribuição, conectar agricultores familiares aos consumidores urbanos e reduzir a dependência de alimentos industrializados. A iniciativa reforça o compromisso federativo no combate à fome e na promoção do direito humano à alimentação adequada.

Com informações da Agência GOV.