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Investigação sobre desaparecimento de corretora em Caldas Novas passa a ser tratada como homicídio

Daiane Alves Souza sumiu após descer ao subsolo do prédio onde morava; polícia montou força-tarefa e mantém detalhes sob sigilo


Por Carlos Nathan em 18/01/2026 - 15:06

Corretora Caldas Novas
(Foto: Reprodução)

O desaparecimento da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, ocorrido em Caldas Novas, no sul de Goiás, entrou em uma nova fase. Após mais de um mês sem pistas concretas sobre o paradeiro da vítima, a Polícia Civil de Goiás confirmou que o caso passou a ser conduzido pela Delegacia de Homicídios, indicando que a principal linha de apuração agora considera a possibilidade de homicídio.

Daiane foi vista pela última vez na noite de 17 de dezembro de 2025. De acordo com a família, ela estava em seu apartamento, localizado no centro da cidade, quando houve uma queda de energia elétrica. A corretora avisou que iria até o subsolo do edifício para verificar o quadro de energia. Imagens das câmeras de segurança mostram Daiane entrando no elevador por volta das 19h, após conversar com o recepcionista sobre o problema. Desde então, não há registros de seu retorno ao apartamento nem de sua saída do prédio.

Familiares relataram que objetos pessoais da corretora permaneceram no imóvel e que não houve qualquer movimentação bancária ou sinal de atividade do celular após o desaparecimento. O apartamento, que teria sido deixado com a porta aberta, foi encontrado trancado no dia seguinte, quando a mãe, Nilse Alves Pontes, foi ao local após estranhar a ausência da filha.

Outro ponto que integra a investigação envolve conflitos anteriores entre Daiane e a administração do condomínio. Ao longo de 2025, a corretora se envolveu em desavenças com moradores e com a gestão condominial, o que resultou em processos judiciais e episódios de tensão, incluindo uma assembleia que chegou a discutir a proibição de sua entrada no prédio — medida posteriormente suspensa por decisão judicial.

Segundo a Polícia Civil, foi formalizada uma força-tarefa coordenada pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), com apoio de equipes locais. As diligências incluem oitivas, análises técnicas e trabalhos de campo. A corporação informou que novas informações serão divulgadas apenas no momento oportuno, para não comprometer o andamento das investigações.

A família segue cobrando respostas e pede que qualquer informação que possa ajudar a esclarecer o caso seja repassada de forma anônima pelo telefone 197 ou pelos canais oficiais da Delegacia de Polícia de Caldas Novas.