Durante discurso na tribuna da Câmara Municipal de Anápolis, na sessão ordinária desta quarta-feira (4), o vereador Leitão do Sindicato (Avante) fez duras críticas à Equatorial Energia pela falta de atendimento a solicitações de livramento de rede — serviço que envolve a poda de árvores cujos galhos entram em contato com a fiação elétrica e que, segundo o parlamentar, só pode ser executado pela concessionária.
Leitão afirmou que, ao longo de 2025, seu gabinete protocolou 14 indicações formais solicitando a realização das podas em diferentes pontos da cidade. De acordo com ele, os pedidos foram registrados entre os dias 10 de junho e 8 de dezembro do ano passado, mas nenhum recebeu resposta efetiva. “Não sei por qual motivo, mas nenhum desses pedidos foi atendido. Caso aconteça algo, eu jogo a responsabilidade para a Equatorial. A culpa será da empresa”, declarou.
Em sua fala completa, o vereador ainda se solidarizou com a família de um eletricista prestador de serviços da concessionária que faleceu recentemente em Goiânia, e cobrou mais atenção da empresa também com seus trabalhadores em Anápolis. Apesar das críticas, Leitão destacou que reconhece o atendimento pontual feito por uma representante da empresa, mas questionou o motivo pelo qual as solicitações de poda estariam sendo “travadas”.
Além do tema da energia elétrica, o vereador também comentou a inauguração do Sesi Saúde no Daia, ocorrida em 10 de dezembro, fruto de parceria entre a Fieg e a Codego. Segundo ele, o evento teve foco excessivo em empresários, sem a devida divulgação aos trabalhadores do distrito industrial. “O Daia tem representantes dos trabalhadores e eles precisam saber e ter acesso a esse serviço”, afirmou.
Leitão ainda relembrou o anúncio do Executivo sobre a possível implantação de um restaurante cidadão na região do Munir Calixto e disse que buscará informações sobre o andamento do projeto. Por fim, comunicou que esteve em reunião com representantes da Urban para discutir a criação de um mini terminal de transporte coletivo, medida que, segundo ele, pode reduzir custos e facilitar a vida dos usuários.
Procurada, a Equatorial não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para esclarecimentos.








