A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta semana a suspensão e interdição cautelar de produtos alimentícios no Brasil, incluindo um lote de leite condensado após análise sanitária apresentar risco à saúde dos consumidores.
Leite condensado suspenso
A Anvisa interditou cautelarmente o lote 183/3 B do leite condensado semidesnatado da marca La Vaquita, fabricado pela empresa Apti Alimentos Ltda.. A medida foi publicada no Diário Oficial da União após a reprovação do produto em um teste microbiológico que detecta a presença da bactéria Staphylococcus aureus em níveis acima do permitido — microrganismo que pode causar intoxicações alimentares e graves infecções.
A medida aconteceu especificamente para esse lote, não abrangendo inicialmente outros produtos da mesma marca, e tem caráter preventivo, para resguardar a saúde dos consumidores enquanto novas análises e ajustes são realizados pela fabricante
A Anvisa atribuiu o leite condensado La Vaquita à empresa Apti Alimentos, porém, a alimentícia afirmou, em nota oficial, que o produto não faz parte do seu portfólio e que foi associado erroneamente pela agência de vigilância sanitária.
Suplementos alimentares também suspensos
Embora a medida principal tenha envolvido o leite condensado, a Anvisa também suspendeu a venda de suplementos alimentares de duas marcas por não terem comprovação de segurança para consumo humano. Os produtos afetados são:
- Recover Cycles Nutrition
- Shot Ritual Cycles Nutrition
- Relax Ritual Cycles Nutrition
Todos esses são da marca Cycles Nutrition, fabricados pela Sylvestre Indústria e Comércio de Insumos Alimentícios — e não poderão ser comercializados, distribuídos, fabricados, importados, divulgados ou consumidos.
Além disso, três itens da empresa Mushin Serviços e Comércio no Geral foram igualmente suspensos:
- Fantastic Oat Frutas Vermelhas
- Fantastic Oat Banana e Caramelo
- Fantastic Oat Maçã e Canela
Segundo a Anvisa, esses produtos continham ingredientes que ainda não tiveram sua segurança de uso avaliada para fins alimentares, e faziam alegações de benefícios à saúde sem comprovação científica adequada.
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