O escritor e cronista Luis Fernando Verissimo morreu na madrugada deste sábado (30/8), aos 88 anos, em Porto Alegre (RS). Ele estava internado desde 11 de agosto no Hospital Moinhos de Vento para tratar uma pneumonia. Segundo a instituição, complicações decorrentes da doença levaram ao falecimento.
Nos últimos anos, Verissimo enfrentava problemas de saúde que incluíam Parkinson, sequelas de um AVC sofrido em 2021 e o uso de marca-passo desde 2016. As limitações o afastaram gradualmente da escrita, atividade pela qual se tornou conhecido em todo o Brasil.
Filho de Érico Verissimo, um dos maiores nomes da literatura brasileira, Luis Fernando iniciou a carreira no jornalismo em 1966 e publicou seu primeiro livro, O Popular, em 1973. Ao longo de mais de cinco décadas, escreveu mais de 70 títulos, entre crônicas, contos e romances, e vendeu mais de 5,6 milhões de exemplares.
Humor, crítica e popularidade
Verissimo se destacou por transformar fatos do cotidiano em textos que combinavam humor refinado e crítica social. Seu talento extrapolou a literatura: várias crônicas foram adaptadas para a televisão, com destaque para Comédias da Vida Privada (1995-1997), exibida pela TV Globo. Ele também colaborou com jornais como O Globo, O Estado de S. Paulo e Zero Hora, tornando-se uma das vozes mais influentes da crônica brasileira.
Legado cultural
Entre as obras mais conhecidas estão O Analista de Bagé (1981), Ed Mort e Outras Histórias (1979) e Comédias da Vida Privada (1994). Além da escrita, cultivou a paixão pelo jazz, tocando saxofone na banda Jazz 6.
Com uma carreira marcada pelo humor e pela observação crítica da sociedade, Luis Fernando Verissimo deixa um legado que atravessa gerações e continua a influenciar leitores, jornalistas e escritores.











