Uma operação integrada das forças de segurança de Goiás resultou na prisão de 32 pessoas após um grande foguetório simultâneo que aconteceu na noite de terça-feira (04) em Goiânia, região metropolitana e várias outras cidades do Estado. O ato foi, segundo as autoridades, uma “homenagem” a integrantes do Comando Vermelho mortos durate a megaoperação no Rio de Janeiro.
O foguetório aconteceu por volta das 22 horas na noite de terça-feira e duraram mais de 15 minutos. Moradores da Grande Goiânia relataram barulho intenso e a iluminação repentina do céu, sobretudo em bairros como Setor dos Funcionários, onde jovens foram vistos pulando o muro de um cemitério para acionar os artefatos.

Mensagens em grupos de WhatsApp teriam convocado o ato, com referência explícita a mortos na operação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, incluindo nove goianos entre os alvos da ação. Os identificados apresentavam vasta ficha criminal, com antecedentes pelos crimes de homicídio, tráfico e associação para o tráfico de drogas, roubo, receptação, porte e posse ilegal de arma de fogo, corrupção de menores, falsificação de documentos e tortura, entre outros delitos graves.
São eles:
* Fernando Henrique dos Santos (vulgo “Fernandinho” ou “Periquito”) – antecedentes por homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico, roubo e porte ilegal de arma de fogo.
* Marcos Vinícius da Silva Lima (vulgo “Brancão” ou “Rodinha”) – antecedentes por roubo qualificado, tráfico de drogas, receptação, associação criminosa e tentativa de homicídio.
* Adan Pablo Alves de Oliveira (vulgo “Madruga”) – antecedentes por tráfico e associação para o tráfico, homicídio, ameaça, desacato e corrupção de menores.
* Cleiton César Dias Mello (vulgo “Cleitinho”) – antecedentes por homicídio qualificado, tráfico de drogas, receptação e posse irregular de arma de fogo.
* Éder Alves de Sousa (vulgo “Disquete”) – antecedentes por homicídio, roubo, tráfico de drogas, corrupção de menores, falsificação e corrupção ativa.
* Vanderley Silva Borges (vulgo “Derley” ou “Cabeção”) – antecedentes por homicídio, roubo, tráfico de drogas, tortura e associação para o tráfico.
* Rafael Resende Ferreira (vulgo “Panela”) – antecedentes por homicídio, tráfico de drogas, furto e posse ilegal de arma de fogo.
* Keven Vinícius Sousa Ramos (vulgo “Gordim” ou “Kevin”) – antecedentes por tráfico e associação para o tráfico, roubo, furto, receptação e porte ilegal de arma de fogo.
* Lucas Alves Araújo (vulgo “Luquinha” ou “VM”) – antecedentes por roubo qualificado, tráfico de drogas, porte e disparo de arma de fogo, além de ameaça.
A Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) informou que a resposta foi imediata: equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e órgãos de inteligência atuaram desde a madrugada. O titular da pasta, Renato Brum, afirmou que a maioria dos presos não faz parte de facções criminosas, mas, sim, são simpatizantes. Ele comentou ainda que “o ato de soltar fogos não é crime — o crime é o enaltecimento de facção”.
Do total de 32 detidos, a maioria foi localizada em Goiânia (14 pessoas). As demais prisões ocorreram em Aparecida de Goiânia (9), Abadia de Goiás (6) e Rio Verde (3). Alguns dos presos usavam tornozeleira eletrônica e estavam ligados a torcidas organizadas — ainda de acordo com as investigações iniciais.
Confira um registro do foguetório:








