Uma declaração do prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), viralizou nas redes sociais ao confirmar que o município não terá blocos de rua durante o Carnaval deste ano. Em entrevista, o gestor afirmou que “o único bloco que vai ter é o bloco de concreto”, em referência às frentes de trabalho que atuarão durante o feriado prolongado na recuperação de vias e na zeladoria urbana.
No vídeo que circula amplamente na internet, Márcio Corrêa diz que mais de 200 trabalhadores estarão nas ruas durante o Carnaval. “Esse ano vai ter bloco concreto, porque nós vamos trabalhar no dia do Carnaval. Quem quiser ajudar a trabalhar, a gente arruma até uma fantasia de pedreiro ou de servente”, afirmou. Segundo ele, equipes estarão espalhadas por diversos pontos da cidade executando serviços como tapa-buracos, aplicação de massa asfáltica, instalação de manilhas e limpeza urbana.
Leia também: Caetano e Bethânia levam o Grammy de Melhor Álbum de Música Global
Questionado novamente sobre a ausência de festas carnavalescas, o prefeito foi direto ao afirmar que Anápolis não possui tradição de Carnaval de rua e que o foco da gestão está em outras prioridades. “Todo mundo gosta de festa, mas a população também gosta de hospital com atendimento de qualidade, mobilidade adequada e vaga em escola para os alunos. Essa é a nossa prioridade”, declarou. Márcio ainda acrescentou que “não tem como agradar a todos” e sugeriu que quem quiser aproveitar o feriado pode descansar, organizar festas privadas ou viajar para cidades próximas onde os blocos são tradição.
A repercussão ganhou ainda mais destaque após a confirmação de que Anápolis estava entre os municípios contemplados pelo programa Folia Goiás, anunciado pelo Governo de Goiás no dia 13 de janeiro. Os recursos seriam destinados exclusivamente à realização do Carnaval de rua. Apesar disso, Márcio Corrêa afirmou que entrou em contato com o vice-governador Daniel Vilela (MDB) para comunicar oficialmente que a cidade não realizará a festividade.
A decisão dividiu opiniões nas redes sociais, entre apoiadores que elogiam o foco em obras e serviços essenciais e críticos que lamentam a ausência de programação cultural durante o feriado.








