As férias de julho são o momento ideal para relaxar, viajar e aproveitar a natureza. No entanto, é também um período em que aumentam os casos de acidentes em rios, piscinas e cachoeiras. O Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) alerta sobre os riscos de mergulhos em águas rasas, que estão entre as principais causas de lesão medular no Brasil.
Segundo a Sociedade Brasileira de Coluna, durante as férias, o mergulho em locais com profundidade desconhecida torna-se a segunda maior causa de lesões na medula espinhal. O impacto da cabeça no fundo da água pode resultar em fraturas cervicais, paralisia e sequelas permanentes, que comprometem a mobilidade e a qualidade de vida das vítimas.
Casos como o de Raezio Nascimento, de 18 anos, mostram como um simples mergulho pode mudar toda uma trajetória. Em dezembro de 2023, ele bateu a cabeça ao saltar em um riacho e perdeu os movimentos do corpo. Hoje, em tratamento no Crer, compartilha sua experiência para alertar outros jovens e famílias sobre os perigos silenciosos da imprudência durante as férias.
Para evitar acidentes graves, o Crer recomenda cuidados simples, como verificar a profundidade da água antes de mergulhar, evitar brincadeiras perigosas e não consumir bebidas alcoólicas antes de entrar em rios ou piscinas. Em caso de acidente, é essencial não mover a vítima e acionar imediatamente o Samu (192) ou o Corpo de Bombeiros (193).
Com ações de conscientização e medidas preventivas, é possível transformar as férias em um momento de lazer seguro. O Crer reforça que preservar a vida começa com escolhas responsáveis – e que um salto seguro vale muito mais do que um risco irreversível.








