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Alexandre de Moraes ouvirá Castro e Paes sobre megoperação no Rio que deixou 121 mortos

Ministro quer esclarecimentos sobre planejamento, uso de armamento e medidas de responsabilização após operação que terminou com mais de uma centena de mortos no Rio


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 02/11/2025 - 08:03

Eusébio Gomes/TV Brasil
Ministro determinou que o governo do Rio apresente relatório completo da operação (Foto: Eusébio Gomes/TV Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), realizará nesta segunda-feira (3) uma série de audiências no Rio de Janeiro para ouvir autoridades sobre a megaoperação policial que resultou em 121 mortes. Entre os convocados estão o governador Cláudio Castro (PL) e o prefeito Eduardo Paes (PSD).

As reuniões acontecerão em diferentes locais da capital fluminense, começando às 11h no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), onde Moraes se reunirá com o governador, o secretário de Segurança Pública, o comandante da Polícia Militar, o delegado-geral da Polícia Civil e o diretor da Superintendência-Geral de Polícia Técnico-Científica.

Na sequência, o ministro se reunirá:

  • às 13h30, com o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro;

  • às 15h, com o procurador-geral de Justiça do Estado;

  • às 16h30, com o defensor público-geral do Estado;

  • e às 18h, com o prefeito Eduardo Paes.

As oitivas fazem parte da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que trata do controle judicial sobre operações policiais em comunidades do Rio. Moraes conduz temporariamente o caso, enquanto a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso aguarda novo relator.

Informações exigidas

O ministro determinou que o governo do Rio apresente um relatório completo sobre a operação, detalhando o planejamento, o grau de força empregado, a justificativa para sua execução, o número de agentes e armamentos utilizados, além do balanço oficial de mortos, feridos e presos.

Castro também deverá informar que providências foram adotadas para garantir a apuração de possíveis abusos, o uso de câmeras corporais pelos policiais, a atuação dos peritos e o suporte dado às vítimas e suas famílias — como o envio de ambulâncias e equipes médicas.

As audiências buscam esclarecer os procedimentos adotados e eventuais falhas no cumprimento de protocolos de segurança e direitos humanos durante a ação.