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Mulher que matou motorista da Urban em 2021 enfrenta julgamento

Rosimeire Araújo Lima jogou álcool e ateou fogo contra o motorista que teve 83% do corpo queimado e morreu dias depois


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 25/09/2025 - 07:20

motorista Urban incendiado
O motorista da Urban chegou a ser socorrido e internado, mas sofreu queimaduras em 83% do corpo e faleceu 11 dias depois. (Imagem: Reprodução)

Quatro anos após um crime que chocou Anápolis e repercutiu em todo o país, Rosimeire Araújo Lima senta no banco dos réus do Fórum de Anápolis nesta quinta-feira (25). Ela é acusada de ter provocado a morte do motorista da Urban, Wallison Barboza dos Santos, de 35 anos, em um atentado que ganhou enorme repercussão após ter sido registrado por passageiros do transporte coletivo.

O episódio aconteceu em 2021, quando Rosimeire jogou álcool contra o motorista e ateou fogo. As imagens mostravam o desespero de passageiros e o próprio Wallison, que não conseguiu escapar imediatamente por estar preso ao cinto de segurança. O motorista da Urban chegou a ser socorrido e internado, mas sofreu queimaduras em 83% do corpo e faleceu 11 dias depois. Aquela era a última viagem de Wallison, que se preparava para voltar para casa. Na época, Rosimeire disse que teria cometido o ato porque achava que algumas pessoas a recriminavam por causa de seu mau hálito.

O julgamento é conduzido pela juíza Nathália Bueno e tem caráter de júri popular. Familiares de Wallison acompanham a sessão, em busca de justiça e de uma resposta para a tragédia que mudou suas vidas. Apenas a mãe do motorista não está presente, por não reunir condições emocionais para participar.

Laudo psiquiátrico

Um ponto central do processo é o laudo psiquiátrico realizado após o crime. O documento aponta que Rosimeire tem diagnóstico de esquizofrenia, transtorno mental que pode influenciar na definição da pena. Caso seja condenada, ela pode não cumprir prisão em regime comum, mas sim ser submetida a internação compulsória em hospital psiquiátrico. Essa medida tem prazo inicial de um a três anos, podendo ser prorrogada por tempo indeterminado, dependendo de sua recuperação e da avaliação sobre a capacidade de convivência social.