Um loteamento clandestino em Caldazinha foi identificado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) durante operação realizada no fim de semana. A fiscalização flagrou o parcelamento irregular de áreas rurais, com lotes inferiores a 20 mil metros quadrados, além de indícios de crimes ambientais que comprometem a preservação da região.
A ação foi coordenada pela 2ª Promotoria de Justiça de Senador Canedo, com apoio da Semad, Dema, Polícia Militar e do município. As equipes encontraram construções em área de preservação permanente, barramentos sem licença e uso clandestino de energia elétrica. O fracionamento das terras ocorreu sem qualquer autorização legal.
De acordo com a promotora Marta Moriya Loyola, a prática causou danos urbanísticos e ambientais. Já Rodrigo Bastos, da Semad, destacou que houve desmatamento de vegetação nativa e parcelamento irregular do solo. As autoridades confirmaram que os responsáveis responderão por crimes ambientais e urbanísticos.
O delegado Luziano Carvalho informou que os proprietários e vendedores já foram indiciados. Caso condenados, podem enfrentar mais de 10 anos de prisão. Algumas pessoas prestaram depoimento na delegacia, mas não houve prisões durante a operação.
A fiscalização integra o programa Lote Legal , iniciativa do MPGO em parceria com entidades do setor imobiliário para coibir parcelamentos irregulares em Goiás. A proposta busca proteger o meio ambiente e garantir segurança jurídica para quem adquire lotes no estado, evitando riscos em transações de imóveis ilegais.








