A Diocese de Floriano, com sede em Teresina (PI), anunciou nesta terça-feira (26) o afastamento provisório do padre Cícero de Moura Filho, de 55 anos, do exercício público de seu ministério sacerdotal. A decisão, determinada pelo bispo Dom Júlio Cesar de Jesus, tem caráter preventivo, não punitivo, e foi fundamentada em acusações de “conduta incompatível com as exigências próprias do estado clerical”, conforme estabelece o Código de Direito Canônico.
Apesar do anúncio oficial, a diocese não detalhou quais atitudes teriam motivado a medida, o que mantém o caso envolto em mistério e levanta questionamentos entre fiéis das comunidades em que o sacerdote atuava. Padre Cícero exercia funções em diferentes paróquias, como a Santo Antônio, em Jerumenha, e a São Francisco das Chagas, em Rio Grande do Piauí, além de administrar a Área Pastoral Nossa Senhora de Fátima, em Pavussu. Nessas localidades, era descrito como um religioso dedicado e com forte ligação pastoral.
Segundo especialistas em Direito Canônico, a expressão “conduta incompatível” pode abranger desde questões disciplinares até situações de maior gravidade, como envolvimento em atividades consideradas impróprias para membros do clero. No entanto, até que a investigação interna seja concluída, o religioso terá a oportunidade de apresentar defesa e recorrer, caso seja necessário.
Em nota, a Diocese pediu serenidade e oração às comunidades, solicitando que evitem julgamentos precipitados. “A verdade será buscada com serenidade e responsabilidade”, destacou o comunicado oficial.
Enquanto o processo segue em andamento, fiéis aguardam esclarecimentos sobre as acusações e sobre o futuro do padre, que tem quase três décadas de vida sacerdotal. A reportagem tenta contato com o padre Cícero, mas até o momento não houve retorno.
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