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PC desarticula quadrilha que criou empresa de fachada para golpe milionário

Grupo abriu conta bancária em nome de empresa de fechada e conseguiu empréstimo de R$ 3,9 milhões


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 30/09/2025 - 09:16

Operação Jano
Durante a operação, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária, além de 12 mandados de busca e apreensão, incluindo o sequestro de bens. (Imagem: Polícia Civil)

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF), deflagrou a Operação Jano, que teve como alvo uma quadrilha especializada em fraudes financeiras. A ação resultou no bloqueio de cerca de R$ 4 milhões em bens, além do cumprimento de medidas cautelares contra os envolvidos.

Segundo a investigação, o grupo era altamente estruturado e possuía divisão clara de tarefas. Para dar aparência de legalidade aos golpes, os suspeitos abriram conta em nome de uma empresa de fachada, que posteriormente foi transformada em EIRELI (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada) com aumento artificial do capital social. Essa simulação contábil criou um histórico favorável para a obtenção de um empréstimo de R$ 3,9 milhões, tendo como garantia um imóvel rural com documentos falsificados.

Foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis. O sequestro de bens busca impedir que os suspeitos utilizem o patrimônio adquirido de forma ilícita.

O nome da operação faz referência ao deus romano Jano, representado com duas faces, simbolizando a duplicidade da quadrilha que, por um lado, mantinha uma fachada de legalidade e, por outro, aplicava golpes milionários.

De acordo com especialistas, crimes dessa natureza não afetam apenas instituições financeiras, mas também a economia como um todo, já que elevam custos, aumentam riscos de crédito e podem dificultar o acesso a financiamentos para cidadãos comuns.

Os envolvidos responderão por estelionato e associação criminosa, crimes previstos no Código Penal, com penas que podem ultrapassar cinco anos de prisão.