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PC investiga se enfermeiro pode estar envolvido em mortes de crianças, no DF

Polícia Civil investiga se há outras vítimas em unidade e em outros hospitais


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 21/01/2026 - 08:03

enfermeiro

Um dos principais suspeitos de envolvimento nas mortes de pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), o enfermeiro Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, também trabalhou em outra instituição de saúde — na UTI pediátrica de um hospital da região — mesmo após os primeiros casos que motivaram a investigação policial, segundo informações da Polícia Civil do Distrito Federal.

A investigação apura pelo menos três homicídios qualificados cometidos dentro da unidade. Os suspeitos são técnicos de enfermagem, com o principal investigado sendo um homem que já trabalhava há cerca de cinco anos na área de saúde.

Após a abertura das apurações e demissão do grupo pelo Hospital Anchieta, o enfermeiro teria sido contratado por outro hospital particular, integrando a equipe da UTI pediátrica, conforme apurado pelos investigadores. A mudança de emprego aconteceu antes da conclusão das diligências que apontaram sua participação nos crimes.

Além dele, outras duas colegas, também técnicas de enfermagem, são apontadas como envolvidas nas mortes de pacientes na UTI do Anchieta:

  • Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos;
  • Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos.

Imagens de câmeras de segurança foram utilizadas pela polícia para confrontar os suspeitos com os fatos, levando alguns deles a confessarem participação nos episódios sob investigação.

Agora, a Polícia Civil apura se alguma morte de criança pode estar relacionada à atuação de Marcos Vinícius.

Como os enfermeiros agiram

Marcos Vinícius usou o login de médicos do hospital para prescrever um medicamento.

Ele buscou o medicamento, preparou e escondeu em seu jaleco. Depois, aplicou de forma irregular no sangue das vítimas, o que causou a morte delas. Duas mortes foram no dia 17 de novembro e uma em 1° de dezembro.

Segundo a Polícia Civil, as técnicas de enfermagem teriam acobertado o crime. Imagens de câmeras de segurança do hospital mostram que elas vigiaram portas para que o técnico aplicasse o medicamento de forma irregular.

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