Funcionários da empresa Dínamo Engenharia, terceirizada responsável por prestar serviços à Equatorial Goiás em Anápolis, paralisaram novamente as atividades e realizaram uma manifestação na manhã desta quinta-feira (29). O protesto ocorreu em frente à unidade da empresa, localizada às margens da BR-153, no sentido do distrito de Interlândia, e reuniu dezenas de trabalhadores uniformizados que cobraram o cumprimento de direitos trabalhistas.
Durante a mobilização, os manifestantes afixaram uma faixa às margens da rodovia com uma série de reivindicações. Entre as denúncias estão salários atrasados, falta de depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), plano de saúde que não estaria funcionando, atraso no pagamento do vale-alimentação, rescisões contratuais que não teriam sido quitadas e casos de funcionários com até cinco férias vencidas. Viaturas da Polícia Militar estiveram no local e acompanharam o ato de forma preventiva.
Essa é a segunda paralisação em menos de um ano envolvendo trabalhadores da Dínamo Engenharia em Anápolis. Em maio de 2025, a categoria já havia cruzado os braços em protesto contra atrasos salariais, cortes no plano de saúde e irregularidades no FGTS. Na ocasião, relatos apontavam que alguns profissionais estavam há mais de três anos sem usufruir férias. Um vídeo do protesto chegou a ser divulgado nas redes sociais, ampliando a repercussão do caso.
Naquele episódio, a Equatorial Goiás informou, por meio de nota, que cumpria rigorosamente todas as suas obrigações legais e contratuais com as empresas parceiras e que acompanhava a situação junto à Dínamo Engenharia, ressaltando que os serviços à população não foram afetados.
Com a nova paralisação, a Dínamo Engenharia não emitiu posicionamento oficial, mas a Equatorial enviou uma nota de posicionamento. Confira na íntegra:
A Equatorial Goiás informa que mantém todas as suas obrigações contratuais rigorosamente em dia com a empresa Dínamo Engenharia, atuando em conformidade com a legislação vigente.
A concessionária esclarece que questões relacionadas a pagamentos de salários, encargos trabalhistas e demais obrigações decorrentes da relação de emprego são de responsabilidade da empresa empregadora, conforme previsto na legislação trabalhista e nos instrumentos contratuais firmados.
A companhia destaca, ainda, que está com plano de contingência operacional ativo, garantindo a continuidade do atendimento aos clientes e sem qualquer impacto no fornecimento de energia elétrica, mantendo o foco na prestação do serviço público essencial à população.








