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Pesquisa revela diferença de até 185% nos preços da cesta básica em Anápolis; Veja como economizar

Sabão em pó e macarrão lideram altas; cesta básica individual sobe para R$ 639,45, comprometendo 39,4% do salário mínimo


Redação Tribuna de Anápolis Por Redação Tribuna de Anápolis em 09/02/2026 - 17:42

Foto: Paulo de Tarso / Prefeitura de Anápolis

Uma pesquisa do Procon Anápolis expõe uma realidade que impacta diretamente o bolso do consumidor: a disparidade extrema nos preços da cesta básica entre os supermercados da cidade. O levantamento, realizado entre 2 e 4 de fevereiro, mostra que itens essenciais podem custar mais que o dobro dependendo do local da compra. O campeão da diferença é o sabão em pó (800g), com uma variação de 185%: encontrado por R$ 3,99 no Atende Mais e por R$ 11,39 no Ville Fort. O macarrão espaguete (500g) também apresenta uma discrepância alarmante de 151%, saindo de R$ 1,99 (Ville Fort) para R$ 4,99 (Carrefour).

Os dados detalhados revelam que a inflação nos alimentos vai além dos reajustes médios. Enquanto o arroz teve alta de 7% no período (média de R$ 17,31), a batata inglesa variou 134% (de R$ 2,99 a R$ 6,99) e a banana prata, 126% (de R$ 3,89 a R$ 8,79). Até a farinha de trigo, básica no dia a dia, apresentou diferença de 80% entre o menor (R$ 2,49) e o maior preço (R$ 4,49). Essas variações mostram que, sem comparação, o consumidor pode estar desperdiçando uma parte significativa de seu orçamento.

O impacto no orçamento familiar é concreto. O preço da cesta básica individual subiu para R$ 639,45 em fevereiro, um aumento de R$ 16,10 em relação a janeiro. Para quem recebe um salário mínimo (R$ 1.621), isso significa que 39,4% da renda mensal será destinada apenas à alimentação básica. A pesquisa, que visitou seis estabelecimentos de diferentes portes e regiões, prova que a “voltinha” extra para comparar preços não é um mero detalhe, mas uma ferramenta essencial de economia.

Além dos alimentos, itens de higiene e limpeza pesam no caixa e apresentam flutuações igualmente preocupantes. A água sanitária variou 52%, o creme dental 58% e o próprio sabão em barra teve diferença de 100% entre as redes. Esses números evidenciam que o aumento do custo de vida é agravado por uma lógica de preços desencontrada, onde a proximidade geográfica ou a conveniência não devem ser os únicos critérios de escolha. A pesquisa serve como um mapa para o consumo inteligente, indicando que o preço da cesta básica pode ser drasticamente reduzido com informação e planejamento.

O Procon reforça que o consumidor tem o direito de exigir o preço anunciado e deve denunciar práticas abusivas. Conhecer os preços da cesta básica e onde estão os menores valores é o primeiro passo para enfrentar o custo de vida e fazer compras mais conscientes. A tabela completa com todos os produtos e estabelecimentos está disponível para consulta pública.